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Perícia de Larissa terá scanner 3D usado no caso da soldado Gisele

Por Alfredo Henrique
Perícia de Larissa terá scanner 3D usado no caso da soldado Gisele

Um scanner 3D usado na investigação da morte da soldado Gisele Alves Santana (imagem em destaque à direita) será levado, nesta sexta-feira (11/9), ao imóvel onde a técnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, de 29 anos (destaque à esquerda), morreu após ser baleada na cabeça. A informação foi confirmada pela coluna com fontes policiais que acompanham o caso.

O equipamento será usado durante uma nova perícia no imóvel, localizado em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O trabalho contará com o apoio de um núcleo especializado do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

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Larissa enviou mensagens mencionando o consumo de remédios controlados

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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas

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A técnica em radiologia deixa um filho de 2 anos

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Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro

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Ela passava por turbulência no relacionamento com o companheiro, um soldado da PM

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Larissa foi morta com tiro em banheiro de casa

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PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel

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Larissa treinou tiro semanas antes de morrer

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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele

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Técnica em radiologia trocava mensagens com cunhada

Reprodução/WhatsApp e Arquivo Pessoal11 de 15Reprodução/Arquivo Pessoal12 de 15Reprodução/Instagram13 de 15Reprodução/Redes Sociais/TJSP14 de 15Reprodução15 de 15

Coronel afirma desde o dia da morte da esposa que ela teria se matado

Arquivo Pessoal

Cena transformada em 3D

O aparelho funciona como uma espécie de “fotografia tridimensional” do ambiente. Por meio de feixes de laser, registra pontos e as distâncias entre objetos, paredes e outras estruturas, permitindo formar uma representação digital precisa do imóvel.

No caso Gisele, o modelo do apartamento foi construído a partir de 26 pontos de escaneamento, com erro médio global de apenas 0,7 milímetro, segundo laudo da Polícia Científica já revelado pela coluna. A reconstrução digital foi usada para comparar as diferentes versões apresentadas sobre a cena do disparo.

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A técnica pode ajudar os investigadores, por exemplo, a confrontar posições e trajetórias apresentadas nas versões sobre o tiro que matou a soldado Gisele.

Investigação e contradições

A Polícia Civil requisitou exames residuográficos nas mãos de Larissa e do marido, além de perícia do local, visando a análise dos vestígios e a reconstituição da dinâmica do disparo.

Vinicius foi preso após a Polícia Civil ter acesso a elementos de ordem pericial que divergiam da versão inicialmente apresentada, conforme disse a delegada responsável pelo caso, Bruna Caracho Crippa.

Um deles é a origem do tiro. Larissa da Cruz Morata foi encontrada com um tiro próximo ao ouvido esquerdo. Familiares, no entanto, afirmam que a jovem não era canhota.

A polícia, agora, fará a reconstituição da morte para esclarecer a trajetória do disparo, a posição da arma e da vítima. O revólver, o carregador, as munições e o estojo foram apreendidos e encaminhados ao Instituto de Criminalística.

Mesmo recurso do caso Gisele

O laser-scanner foi empregado na reprodução simulada da morte da soldado Gisele. Na ocasião, o Núcleo de Apoio Logístico do Instituto de Criminalística realizou um levantamento topográfico do apartamento, posteriormente usado nas análises e representações do local.

Geraldo Leite Rosa Neto foi preso um mês após a morte da esposa. Ele sustenta que a soldado teria se matado, por supostamente não aceitar o fim do relacionamento com o oficial.  A perícia em 3D, porém, deixou a narrativa do oficial da PM tecnicamente insustentável

Ele segue encarcerado, da mesma forma que o soldado Vinícius, no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte paulistana.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Alfredo Henrique.