
Com o objetivo de aprimorar as técnicas forenses utilizadas em investigações que envolvem imagens digitais, o perito criminal da Polícia Civil do Acre (PCAC), Reneu Galdino Andrade, está participando de dois cursos promovidos pela Polícia Federal, em parceria com a Academia Nacional de Polícia. As capacitações ocorrem no Centro Nacional de Difusão de Ciências Forenses (CNDCF), em Brasília (DF).
A primeira formação, Curso de Fundamentos e Análise de Conteúdo Aplicados à Perícias em Imagens, foi realizada entre os dias 19 e 30 de maio. Já o Curso de Perícias de Comparação Facial acontece de 2 a 6 de junho de 2025, reunindo peritos de todo o país.
“Compreender como a imagem é formada e processada permite ao perito distinguir o que é real de possíveis distorções digitais. Isso aumenta nossa precisão na identificação de pessoas, veículos e outros elementos-chave de uma cena. Hoje, a tecnologia, como a inteligência artificial, já nos permite realizar análises com um grau muito maior de confiabilidade técnica”, explicou.
Para o diretor do Departamento de Polícia Técnico-Científica da PCAC, Mário Sandro Martins, o investimento em capacitação é essencial para a modernização da segurança pública no estado.
“A qualificação contínua dos nossos profissionais garante a qualidade dos laudos e investigações. A participação do perito Reneu em cursos desse nível reforça o compromisso da Polícia Civil do Acre com a excelência e a inovação científica”, afirmou.
Além do conteúdo técnico básico, os cursos também preparam os participantes para módulos avançados, que incluem temas como fotogrametria, medição de velocidade de veículos, análise vocal comparativa e detecção de edições em imagens.
Outro destaque da formação é o uso do software Peritus, desenvolvido pela própria Polícia Federal. A ferramenta permite recuperar imagens diretamente de HDs de gravadores digitais (DVR), mesmo em formatos brutos que não são compatíveis com os reprodutores convencionais.
A iniciativa representa um avanço significativo para a perícia criminal no Acre, ao alinhar práticas locais às tecnologias mais modernas disponíveis no país.



