Em uma recente pesquisa intitulada ‘Dactylogyridae (Platyhelminthes, Monogenea)’, realizada pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema), em colaboração com o Laboratório de Helmintos Parasitos de Peixes do Instituto Oswaldo Cruz e Fiocruz, foram identificadas cinco novas espécies de parasitos em peixes no Brasil. As amostras foram coletadas tanto no Maranhão quanto no Acre, em especial no Rio Juruá.
Embora os parasitos descobertos não apresentem riscos à saúde humana, a pesquisadora faz um alerta sobre os impactos econômicos. Em casos de infestações significativas, principalmente em peixes cultivados, as perdas podem ser expressivas, chegando até 100% da produção. Portanto, mesmo sem potencial zoonótico, esses parasitos representam uma ameaça para a indústria pesqueira.
A pesquisa, que envolveu a necrópsia dos peixes para a coleta de amostras nas brânquias, revelou que os parasitos têm uma potencial alta taxa de multiplicação em ambientes de piscicultura, resultando em danos econômicos consideráveis.
A descoberta dessas novas espécies de parasitos no Rio Juruá, um importante afluente na região amazônica, destaca a necessidade de compreender a relação entre parasitos e peixes, sendo o rio um indicador de qualidade do ecossistema. A preservação do ambiente natural é crucial para a conservação da diversidade biológica e para garantir a segurança alimentar da população local.
Williane Marins encerra ressaltando a importância do trabalho para a parasitologia no Acre, evidenciando a riqueza de espécies na região e a contribuição da pesquisa para a preservação desse ecossistema. A compreensão dos parasitos é fundamental para sua gestão e para a manutenção do equilíbrio ecológico na Bacia Amazônica.
Via Contilnet.





