
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (28/2), a Operação Grand Canyon II que busca prender três servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM). Há a suspeita de prática dos crimes de associação criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa e advocacia administrativa.
A investigação também tem como objetivo prender dois proprietários de uma empresa do ramo de mineração, que segundo a corporação, vinha sendo beneficiada pelos servidores em processos minerários. Os funcionários públicos atendiam os interesses dos empresários, enquanto recebiam vantagem indevida.
Segundo os agentes, a empresa investigada também possuía características de irregularidade, por não estar sediada nos endereços cadastrados, não possuir frota de sua propriedade e não possuir vínculos empregatícios registrados.
A análise ainda apontou que um dos servidores investigados atuou como advogado da mineradora beneficiada até meados de 2022, inclusive nos mesmos processos minerários sob investigação.
Grand Canyon II
O nome da operação, faz referência ao modus operandi, à maneira como ocorreram os ilícitos sob investigação. A primeira fase foi deflagrada em 2015.
Na época, verificou-se a atuação ilegal de servidores do então Departamento Nacional de Produção Mineral no Estado do Pará (DNPM/PA) em processos minerários, visando ao atendimento de interesses escusos de empresas mineradores também em troca do recebimento de vantagem indevida.
Por Metrópoles



