DESTAQUE

PF investiga emenda de R$ 200 mil de Flávio Bolsonaro a pedido de miliciano condenado no caso Marielle

Mensagens de WhatsApp apreendidas pela Polícia Federal revelam negociação entre assessora do senador e Robson Calixto, o "Peixe".A Polícia Federal (PF) investiga a destinação de uma emenda parlamentar de quase R$ 200 mil efetuada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. O recurso foi direcionado a um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto, conhecido como "Peixe", miliciano condenado por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018. Segundo as investigações, a emenda foi negociada no decorrer de 2023 entre Peixe e Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar lotada no gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado. A PF obteve indícios de que os valores repassados à entidade esportiva foram desviados. Troca de mensagens e posicionamento As provas foram colhidas no celular de Peixe, apreendido pela Polícia Federal em 2024 no âmbito das investigações do caso Marielle. Registros de conversas no aplicativo WhatsApp mostram a articulação direta entre o miliciano e a assessora do parlamentar para a liberação das verbas públicas. Por meio de nota emitida por sua assessoria de imprensa, o senador Flávio Bolsonaro declarou que "a emenda foi destinada dentro da legislação vigente" e sustentou que "a responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar".

Redação Por

A Polícia Federal (PF) investiga a destinação de uma emenda parlamentar de quase R$ 200 mil efetuada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. O recurso foi direcionado a um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, miliciano condenado por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018.

Segundo as investigações, a emenda foi negociada no decorrer de 2023 entre Peixe e Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar lotada no gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado. A PF obteve indícios de que os valores repassados à entidade esportiva foram desviados.

Troca de mensagens e posicionamento

As provas foram colhidas no celular de Peixe, apreendido pela Polícia Federal em 2024 no âmbito das investigações do caso Marielle. Registros de conversas no aplicativo WhatsApp mostram a articulação direta entre o miliciano e a assessora do parlamentar para a liberação das verbas públicas.

Por meio de nota emitida por sua assessoria de imprensa, o senador Flávio Bolsonaro declarou que “a emenda foi destinada dentro da legislação vigente” e sustentou que “a responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar”.