A Polícia Federal está investigando um grupo que utilizava os Correios para traficar animais ilegalmente. Entre os répteis exóticos comercializados, alguns poderiam ameaçar espécies nativas e desencadear o surgimento de novas doenças no país.
Entre os animais apreendidos, destacam-se cobras do gênero píton, naturais da Ásia. “Elas podem dizimar a fauna local, por viverem 30 anos, não terem predadores no Brasil e serem capazes de se reproduzir por si só”, detalhou a PF.
“O tráfico de animais, silvestres ou exóticos, causa enorme prejuízo à fauna brasileira, criando graves desequilíbrios ambientais, inclusive em ecossistemas protegidos, podendo expor determinadas espécies ao risco de extinção”, acrescentou a nota da PF.
A investigação começou com a apreensão de diversos répteis na Agência Central dos Correios em Simões Filho, na Bahia. Lá, foi detectada a presença de “objetos postais, identificados fraudulentamente, que continham carga viva”.
Ao longo das investigações, a PF constatou a existência de uma “rede criminosa formada por criadores clandestinos de animais da fauna silvestre e exótica”. Eles comercializavam os animais pela internet e utilizavam os Correios para realizar as entregas.
Se as suspeitas forem confirmadas, os investigados responderão pelos crimes de tráfico e maus-tratos de animais; introdução de espécime animal no país sem autorização; e receptação e falsidade ideológica. As penas somadas podem chegar a 12 anos de reclusão.





