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PF nega brasileiros entre resgatados nos EUA e aciona Interpol: entenda

PF confirma que nenhum brasileiro estava entre as 163 crianças resgatadas nos EUA, mas buscas internacionais continuam.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

PF nega brasileiros entre resgatados nos EUA após uma operação das autoridades norte-americanas localizar 163 crianças e adolescentes em diferentes situações de vulnerabilidade. A confirmação encerra, por enquanto, a possibilidade de que crianças brasileiras desaparecidas estivessem entre os menores encontrados na ação.

Apesar disso, a investigação ganhou um novo capítulo com a possibilidade de utilização da Interpol para ampliar as buscas internacionais por crianças desaparecidas no Brasil.

Operação nos Estados Unidos resgatou 163 crianças

A operação realizada pelas autoridades norte-americanas localizou 163 crianças e adolescentes, com idades entre dois meses e 17 anos.

A ação chamou atenção no Brasil depois que famílias de crianças desaparecidas passaram a verificar se algum dos menores encontrados poderia ser brasileiro.

A possibilidade ganhou força especialmente após imagens divulgadas pelas autoridades dos Estados Unidos despertarem suspeitas entre familiares de crianças desaparecidas no país.

PF confirma que nenhum brasileiro estava entre os resgatados

A Polícia Federal informou que recebeu a confirmação de que nenhum brasileiro estava entre os 163 menores encontrados na operação.

A informação foi repassada por meio dos canais de cooperação internacional e afastou, neste momento, a hipótese de que os irmãos desaparecidos no Maranhão estivessem entre as crianças localizadas nos Estados Unidos.

Mesmo com a negativa, as autoridades brasileiras continuam acompanhando o caso.

Interpol entra no radar das investigações

A Polícia Federal também analisa o pedido para incluir crianças brasileiras desaparecidas em mecanismos de alerta da Interpol.

A chamada Difusão Amarela é utilizada internacionalmente para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas e permitir o compartilhamento de informações entre autoridades policiais de diferentes países.

A inclusão pode ampliar significativamente o alcance das buscas caso exista alguma pista que leve para fora do território brasileiro.

Caso dos irmãos desaparecidos no Maranhão chama atenção

Entre os casos que voltaram ao centro das atenções estão os irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4 anos.

As duas crianças desapareceram em janeiro deste ano, em Bacabal, no Maranhão, enquanto estavam em uma área de mata acompanhadas por um primo.

O primo foi localizado posteriormente, mas os irmãos continuam desaparecidos.

Família chegou a suspeitar de criança encontrada nos EUA

A divulgação das imagens de uma das crianças localizadas durante a operação nos Estados Unidos fez a família dos irmãos maranhenses buscar ajuda das autoridades.

A mãe das crianças procurou a Polícia Federal depois de perceber semelhanças entre uma das imagens divulgadas e seu filho.

A identificação, porém, não foi confirmada. A PF posteriormente informou que não havia brasileiros entre os menores encontrados na operação.

Exame genético pode ajudar nas buscas

Mesmo diante da confirmação de que nenhum brasileiro estava entre os 163 resgatados, a família busca outras formas de identificação e investigação.

Um exame genético pode ser utilizado para comparação caso surja alguma criança localizada no exterior que apresente características compatíveis com algum dos menores desaparecidos.

O procedimento também pode ajudar a esclarecer dúvidas em situações nas quais a documentação ou os registros oficiais são insuficientes.

Investigações continuam no Brasil

A confirmação da PF não encerra os casos de desaparecimento. As investigações continuam sob responsabilidade das autoridades brasileiras.

No caso dos irmãos de Bacabal, as buscas já mobilizaram diferentes equipes e recursos, mas ainda não houve localização das crianças.

A utilização de mecanismos internacionais pode representar uma nova frente de investigação, principalmente se surgirem indícios de que alguma criança desaparecida tenha sido levada para outro país.

O que acontece agora?

A expectativa é que a Polícia Federal analise os pedidos relacionados à inclusão dos nomes das crianças desaparecidas nos mecanismos da Interpol.

Caso os pedidos sejam encaminhados e aceitos, as informações poderão ser compartilhadas com autoridades de outros países.

Para as famílias, a medida representa uma possibilidade de ampliar as buscas e aumentar as chances de encontrar novas pistas sobre o paradeiro das crianças.