A Polícia Federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para abrir um inquérito com o objetivo de apurar o envolvimento de parlamentares em supostos desvios de recursos, por meio das emendas do relator, no chamado orçamento secreto. A informação foi publicada na coluna Radar Econômico, da revista Veja, e confirmada pelo Metrópoles.
Segundo a lei orçamentária, cada parlamentar tem direito a uma cota total de emendas impositivas individuais. Deputados e senadores podem indicar a destinação de, no máximo, R$ 8 milhões.
No entanto, os congressistas que apoiaram candidatos do governo nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado conseguiram direcionar muito mais gastos do orçamento por meio das emendas RP9. Os recursos provenientes dessa ação não têm transparência, por serem definidos via relator-geral, sem informação pública de quem indicou os projetos a serem apoiados e as justificativas para as escolhas.





