Nos últimos dias, muito se tem falado sobre os acidentes envolvendo cães da raça pitbull. Mas é preciso reforçar uma verdade que, muitas vezes, é ignorada: os pitbulls não são os grandes culpados. O verdadeiro responsável é o ser humano.
Esses cães, quando não recebem a educação adequada, o treinamento correto e acabam caindo nas mãos erradas, tornam-se vítimas de um cenário que nunca deveria existir. Não são todas as pessoas que têm condições emocionais, estruturais ou conhecimento para lidar com um animal desse porte. Afinal, o pitbull é um cão forte, de grande porte, mas ao mesmo tempo é considerado dócil e extremamente afetuoso com sua família.
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Quando tragédias acontecem, a pergunta que precisa ser feita é: será mesmo que a culpa é do pitbull, ou do tutor que não teve responsabilidade, preparo ou condições de criá-lo? A resposta é clara. O animal age de acordo com a forma como é conduzido.
Vale lembrar que em alguns países já se tentou adotar medidas de proibição da raça, mas os resultados foram ineficazes. Não é a proibição que resolve até porque qualquer cão, independentemente da raça, pode ser mal conduzido e gerar riscos. O caminho mais eficaz é outro: educação da população, conscientização dos tutores, fiscalização rigorosa e regulamentação responsável.
Mais do que rotular raças, precisamos olhar para o verdadeiro problema: a responsabilidade humana. Cães, inclusive os pitbulls, não nascem violentos. Eles refletem o ambiente e a criação que recebem.




