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Polícia destrói plantação com 2 mil pés de maconha em Brasiléia

Cultivo ocupava cerca de um hectare dentro da Resex Chico Mendes; dois homens fugiram pela mata durante a chegada dos policiais.

Camila Souza Por

A Polícia Civil destruiu e incinerou, nesta quarta-feira (23), uma plantação com cerca de 2 mil pés de maconha encontrada dentro da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, em Brasiléia, no interior do Acre.

Segundo a polícia, dois homens estavam no local quando perceberam a chegada dos agentes e fugiram pela mata. Eles não foram localizados.

O cultivo ocupava uma área de aproximadamente um hectare e foi encontrado durante uma investigação iniciada após uma tentativa de homicídio registrada na região. Uma amostra das plantas foi recolhida para perícia antes da destruição do restante do material.

De acordo com o delegado Erick Maciel, as investigações começaram após uma ocorrência no ramal 59, na zona rural de Brasiléia. Durante o levantamento de informações sobre o caso, os policiais chegaram a indícios de que havia um plantio de maconha dentro da Resex Chico Mendes.

A equipe foi até a região na terça-feira (22) para verificar a informação. Após confirmar a existência da plantação, os investigadores solicitaram apoio para retornar ao local durante a madrugada.

O acesso exigiu um deslocamento de aproximadamente 54 quilômetros por um ramal a partir da BR-317, no sentido Brasiléia-Assis Brasil. Depois, os policiais ainda precisaram caminhar por cerca de uma hora pela mata até chegar ao ponto onde estava o cultivo.

As plantas tinham aproximadamente 50 centímetros de altura. Segundo o delegado, uma amostra foi retirada para análise pericial e as demais mudas foram destruídas por incineração.

A Polícia Civil agora tenta identificar os responsáveis pelo cultivo. Os investigadores também apuram se outras pessoas participaram da atividade.

Uma das hipóteses investigadas é que moradores da região tenham sido recrutados para auxiliar no plantio. A polícia também trabalha com a possibilidade de participação de pessoas vindas de outros estados.

“Temos a suspeita também de um possível recrutamento dos colonos da região, dos posseiros daquela reserva. Temos indícios de pessoas de outros estados que estariam chegando na localidade e fazendo esse recrutamento”, afirmou Erick Maciel.

Foto: Polícia Civil/Arquivo.

Ainda conforme o delegado, a localização da plantação e a logística necessária para manter o cultivo são elementos que serão analisados para tentar identificar quem estaria por trás da atividade.

A investigação continua para esclarecer a participação dos envolvidos e identificar os responsáveis pela plantação encontrada dentro da área protegida.

Com informações do G1 Acre.