Ao todo, foram 339 mortos em 180 dias – ou 1,8 ocorrência por dia. Aproximadamente um a cada cinco óbitos (18,2%) são causados por policiais de folga.
O total também é 20 vezes maior do que as mortes causadas pela Polícia Civil paulista no mesmo período: foram 17 mortos nos seis primeiros meses do ano.
Histórico da letalidade da PM
- Em comparação com o mesmo período do ano passado, a PM de SP matou 10 pessoas a menos em 2026. Foram 349 mortos entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2025.
- No primeiro semestre de 2024, foram registradas 353 mortes causadas pela PM.
- O total representa um salto em relação ao ano anterior (2023), o primeiro da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), quando 201 pessoas foram mortas por agentes da corporação.
Crimes caem e prisões aumentam
O número de crimes violentos e total de delitos diminuiu no estado no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período no ano anterior.
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do Metrópoles SP
Os crimes violentos caíram de 107.373 para 88.946 – uma queda de 38%. Já o total de delitos passou de 1.441.648 para 1.434.282 – ou 5,5 ocorrências por minuto.
As prisões efetuadas, sejam em flagrante ou por mandado, aumentam continuamente desde o inicío do governo Tarcísio.
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No primeiro semestre de 2023, início da gestão, 81.044 pessoas foram presas. No mesmo período deste ano, as polícias prenderam 96.208 indivíduos.
O déficit de vagas no sistema prisional paulista é de 85.226, ou 156% da lotação, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Feminicídios batem recorde
Também no primeiro semestre deste ano, o estado de São Paulo bateu recorde de casos de feminicídio. Foram 142 vítimas em 180 dias, ou uma a cada 30 horas.
No mesmo período do ano passado, houve 129 vítimas de feminicídio no estado. O aumento é de 10%.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Milena Vogado.




