A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DRCC/DECOR), deflagrou na manhã desta sexta-feira (4/9), a Operação Tripeiros para a desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes do falso gerente bancário.
Segundo a investigação, o esquema contava com uma estrutura hierarquizada para fraudar as contas bancárias de moradores do Distrito Federal. Segundo as diligências, os criminosos que integravam o grupo entravam em contato com clientes se passando por funcionários de grandes instituições bancárias, mediante técnicas de engenharia social.
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do Metrópoles
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Os valores fraudados eram rapidamente fragmentados e transferidos entre diferentes contas, em dinâmica destinada a dificultar bloqueios pelas instituições financeiras e o posterior rastreamento do produto dos crimes.
O aprofundamento das diligências ocorreu a partir da análise sistemática de vestígios cibernéticos e financeiros. Na ocasião, as equipes de investigação identificaram contas utilizadas para o recebimento dos valores. Diante disso, as investigações avançaram não somente sobre a estrutura responsável pela execução das fraudes, mas também pela posterior circulação do dinheiro.
Mais detalhes das investigações
- As diligências apontaram que a atividade possuía regras próprias e percentuais de remuneração previamente definidos;
- O grupo também estabelecia uma padronização das informações dos titulares e orientações para que os recursos fossem imediatamente transferidos ou sacados, demonstrando elevado grau de profissionalização;
- Também foram identificados indícios de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial, mediante utilização de contas bancárias e pessoas jurídicas em nome de terceiros movimentação de grandes quantidades de dinheiro em espécie e utilização de veículos igualmente registrados em nomes de laranjas;
- Além disso, o grupo ostentava uma vida de alto luxo nas redes sociais, com fotos de carros, embarcações, festas e elevados valore em espécie, contrariando a renda compatível declarada.
O material obtido durante a investigação também mostrou como alguns dos envolvidos já tratavam a prática criminosa como algo comum. Em registros, a rotina de aplicação das fraudes aparece descrita como um verdadeiro “trabalho”, enquanto outras conversas trazem comentários em tom de brincadeira e deboche sobre os crimes patrimoniais e financeiros.
Mandados de prisão
Segundo o delegado da DRRC Pedro Sardá, as equipes da PCDF cumpriram cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão, sendo sendo dois deles na cidade de Planaltina de Goiás (GO) e três em Planaltina (DF).
“Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, sendo que as penas somadas podem chegar a 26 anos de prisão”, disse.
Sardá também ressaltou o resultado da investigação e explicou como funcionava o modus operandi da organização criminosa.
“Eles convenciam as vítimas sobre pretexto de um procedimento de segurança a acessar uma página falsa que imitava o ambiente do banco. Sendo que essa página era utilizada para obter indevidamente os dados bancários das vítimas. Com essas informações, os criminosos realizavam transferências fraudulentas, utilizavam limites e alguns casos até contraíam empréstimos de forma indevida”.
Ainda segundo o delegado, as consequências desse tipo de crime não se limitam ao dano patrimonial. “Um golpe que dura poucos minutos pode consumir economias de uma vida inteira de uma pessoa e provocar um forte abalo psicológico, vergonha e sensação de impotência em que foi enganado”, concluiu.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Felipe Machado.




