A Polícia Federal (PF) determinou, nesta sexta-feira (2), que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) retome imediatamente suas funções como escrivão da corporação, cargo que ocupa por carreira desde 2010. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e marca o fim do afastamento do servidor, ocorrido anteriormente para o exercício de seu mandato parlamentar.
Ainda segundo a publicação, o retorno ao trabalho não implica automaticamente no cancelamento de investigações ou processos disciplinares eventualmente em curso contra o servidor — a própria corporação já havia instaurado procedimentos para apurar possíveis irregularidades em sua atuação enquanto parlamentar licenciado.
Eduardo Bolsonaro estava nos Estados Unidos desde o início de 2025, alegando questões pessoais e políticas, e tentou exercer parte de seu mandato de forma remota, o que não foi aceito pela Câmara e colaborou para o registro elevado de faltas.
A decisão da PF reacende o debate sobre a atuação de servidores públicos que acumulam funções eletivas com cargos de carreira, especialmente quando há perda do mandato parlamentar e a necessidade de retorno às atividades originais.




