A Polícia Civil do Acre vai ouvir a administração do Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira, sobre as supostas mensagens de WhatsApp que vieram à tona após a morte de Maria Rayssa da Silva Moura, de 18 anos, vítima de complicações após o parto.
A informação foi confirmada ao YacoNews, na manhã desta quinta-feira (27), pelo delegado Tiago Parente, responsável por acompanhar a apuração do caso.
“Foi instaurado o inquérito policial e as investigações estão em andamento. A Polícia Civil vai ouvir todas as partes e a administração do hospital de Sena sobre essas supostas mensagens”, afirmou o delegado.
Prints entram no contexto da investigação
As mensagens foram encaminhadas anonimamente ao YacoNews e seriam de um grupo de WhatsApp supostamente utilizado por funcionários do Hospital João Câncio Fernandes.
Alguns comentários fazem referência ao atendimento e à repercussão da morte da jovem. Um deles diz: “Dá vontade de dizer ‘melhor ter [o parto] em casa’”, acompanhado de emoji de risada. Outra mensagem afirma: “agora vamos aguentar as pedradas, aff”.
O YacoNews não conseguiu confirmar de forma independente a autenticidade dos prints, a identidade dos participantes ou se as pessoas envolvidas são efetivamente funcionários do hospital. Portanto, as imagens são tratadas como material recebido pela reportagem, e não como prova de conduta dos profissionais.
A manifestação do delegado acrescenta um novo elemento ao caso ao confirmar que a administração hospitalar será ouvida pela Polícia Civil sobre as supostas conversas.
Investigação busca esclarecer morte de Rayssa
Maria Rayssa morreu no último dia 18 após complicações relacionadas ao parto. Segundo a versão divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), a jovem estava com 39 semanas de gestação e apresentava pressão arterial elevada.
Após uma cesariana, ela sofreu uma convulsão e evoluiu para um quadro de eclâmpsia. Rayssa foi intubada e seria transferida para Rio Branco, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória enquanto aguardava o transporte e não resistiu.
Com o inquérito em andamento, a Polícia Civil deverá ouvir os envolvidos e reunir elementos para esclarecer as circunstâncias do atendimento e da morte da jovem.
Agora, além das circunstâncias médicas, as supostas mensagens também deverão ser objeto de esclarecimentos junto à administração do hospital.
O YacoNews continuará acompanhando o caso e mantém espaço aberto à direção do Hospital João Câncio Fernandes e à Sesacre para manifestação.





