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Polícia pede prisão do pai e da madrasta de Gustavo após laudo do IML; caso ganha novo desdobramento

Laudo do IML aponta múltiplas agressões e violência sexual; Justiça analisa pedido de prisão preventiva do casal.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

A polícia pede prisão do pai e da madrasta de Gustavo Veloso Feitosa após o laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluir que o menino, de apenas 3 anos, morreu em consequência de múltiplas agressões e violência sexual. O pedido de prisão preventiva foi protocolado pela Polícia Civil do Tocantins nesta quarta-feira (5) e encaminhado ao Poder Judiciário.

O caso, que já provocava forte comoção em todo o país, ganhou novos desdobramentos com o avanço das investigações. Gustavo foi encontrado morto dentro da casa onde estava com o pai e a madrasta, em Palmas, na última segunda-feira (3).

Laudo do IML motivou pedido de prisão

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o pedido de prisão preventiva foi apresentado após a conclusão do exame pericial, que apontou que a criança sofreu múltiplas agressões antes de morrer, além de indícios de violência sexual.

As autoridades consideram que os elementos reunidos durante a investigação justificam a adoção da medida cautelar, que agora depende de decisão da Justiça.

Pai procurou a polícia horas depois

De acordo com a SSP, o pai compareceu à Polícia Civil apenas algumas horas após encontrar o filho sem vida. Em depoimento, ele afirmou que demorou a registrar a ocorrência porque estava emocionalmente abalado.

A defesa do casal informou que não irá se manifestar neste momento e aguarda acesso integral aos autos do inquérito para comentar o caso.

Vídeo divulgado aumentou repercussão

Outro fato que ampliou a repercussão nacional foi a divulgação de um vídeo gravado dias antes da morte de Gustavo.

Nas imagens, o menino afirma à mãe que não queria voltar para a casa do pai porque, segundo suas palavras, “ele me bate”.

Conforme a defesa de Sabrina da Silva Feitosa, mãe da criança, ela já havia percebido que o filho retornava das visitas com machucados. Ainda segundo os advogados, ela não formalizou denúncias anteriormente por receio de supostas ameaças feitas pelo ex-companheiro.

OAB suspende inscrição do pai

Outro desdobramento ocorreu após a repercussão do caso.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou a suspensão cautelar temporária da inscrição profissional do pai de Gustavo, que exerce a advocacia.

A medida possui caráter administrativo e não interfere diretamente na investigação criminal, que continua sob responsabilidade da Polícia Civil do Tocantins.

Investigação continua

O inquérito policial foi instaurado oficialmente na terça-feira (4) e segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias da morte da criança.

Enquanto a Justiça analisa o pedido de prisão preventiva apresentado pela Polícia Civil, familiares e amigos de Gustavo seguem cobrando uma apuração rigorosa e a responsabilização dos envolvidos, caso haja comprovação de participação no crime.