A poluição do ar no Acre acima do limite da OMS foi registrada em cinco municípios durante monitoramento realizado entre os dias 13 e 17 de julho pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Rio Branco apresentou o maior índice de material particulado fino (PM2.5), alcançando 16,13 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
Os dados foram divulgados pelo programa Vigilância em Qualidade do Ar (VIGIAR) e mostram que, além da capital, os municípios de Acrelândia (16,11 µg/m³), Porto Acre (15,80 µg/m³), Bujari (15,28 µg/m³) e Plácido de Castro (15,04 µg/m³) também ficaram acima do limite diário de 15 µg/m³ recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
O levantamento analisou os 22 municípios acreanos, mas apenas essas cinco cidades ultrapassaram o parâmetro considerado seguro para a saúde da população.
Segundo o relatório, o PM2.5 é composto por partículas extremamente pequenas, capazes de penetrar profundamente nos pulmões e alcançar a corrente sanguínea. A exposição prolongada ou frequente a níveis elevados desse poluente pode aumentar o risco de problemas respiratórios e doenças cardiovasculares.
O pico das concentrações foi registrado em 15 de julho. Apesar disso, os técnicos destacam que a qualidade do ar permaneceu dentro de padrões satisfatórios durante a maior parte do período analisado. A elevação pontual dos índices pode estar relacionada a fatores sazonais e condições atmosféricas específicas, enquanto a queda observada a partir de 16 de julho indica uma dispersão mais eficiente dos poluentes.
Nos dias 18 e 19 de julho, a situação apresentou melhora em todo o estado. Todos os municípios voltaram a registrar qualidade do ar considerada boa. Em Rio Branco, por exemplo, os níveis de PM2.5 caíram para 5,9 µg/m³ no dia 18 e para 5,1 µg/m³ no dia 19, ficando bem abaixo do limite recomendado pela OMS.
Como medida preventiva, a Vigilância em Qualidade do Ar recomenda a continuidade do monitoramento diário e a emissão de alertas sempre que os índices ultrapassarem os níveis de segurança. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares devem redobrar os cuidados e evitar atividades ao ar livre em períodos de maior concentração de poluentes.
Os dados utilizados na análise são provenientes do Sistema de Informações Ambientais Integrado à Saúde (SISAM), plataforma vinculada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo monitoramento da qualidade do ar em diferentes regiões do país.





