Os bastidores técnicos que antecederam o desastre logístico no interior revelam que a ponte que desabou no Acre foi interditada um dia antes de ceder em Sena Madureira. Engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) e técnicos de monitoramento estrutural haviam realizado uma vistoria de emergência na quinta-feira, 4, identificando anomalias graves e rachaduras acentuadas na emenda de transição da cabeceira com o vão central. Diante do risco iminente de um colapso em cadeia na estrutura estaiada sobre o Rio Iaco, a autarquia estadual emitiu uma ordem expressa de bloqueio total para a passagem de veículos e pedestres, uma decisão administrativa crucial que reduziu drasticamente o potencial de mortes no momento em que os cabos de aço e o concreto vieram abaixo.
A confirmação de que o colapso ocorreu poucas horas após o alerta oficial intensifica os debates sobre a qualidade da execução da engenharia pública, visto que a via de ligação contava com apenas três anos de operação. No cenário de urgência em que a ponte que desabou no Acre foi interditada um dia antes de ceder em Sena Madureira, as equipes periciais do Instituto de Criminalística da Polícia Civil foram acionadas para isolar o perímetro e iniciar a coleta de materiais metálicos e amostras de concreto. A investigação criminal buscará determinar se as fendas que forçaram a interdição na véspera decorreram de falhas cras de projeto, uso de materiais em desconformidade com as normas técnicas ou se houve omissão na manutenção preventiva por parte das empreiteiras contratadas.




