Em menos de uma semana, o Distrito Federal registrou ao menos dois casos envolvendo ataque provocado por cães. Na noite dessa terça-feira (28/7), um poodle foi atacado por dois cachorros de grande porte, na entrada de um condomínio na quadra 1 conjunto 4 do Park Way (DF).
Veja as imagens:
Câmeras de segurança do condomínio registraram o momento em que o tutor do cão agredido caminhava com o animal na entrada de um residencial da região. O poodle estava preso à coleira.
Logo depois, dois cães brancos de grande porte, que estavam soltos, aparecem nas imagens e partem para cima do cachorro menor. O tutor do poodle tenta se esquivar dos cães maiores e, em determinado momento, chega a jogar o próprio sapato em outra direção para distrair os animais, mas sem sucesso.
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do Metrópoles DF
A cena termina quando o homem consegue pegar o poodle no colo e entrar no condomínio. Uma moradora que entrava de carro no residencial viu a cena e pediu que o homem e o cão ferido entrassem no veículo dela para fugir dos outros cachorros.
Ao Metrópoles, o servidor público Henrique Cipriano relatou que, após o ataque, o poodle foi levado às pressas para uma clínica veterinária, onde passou por cirurgia de emergência. De acordo com o tutor, o cão sofreu uma dilaceração na parede do abdômen, mas, por sorte, nenhum órgão interno foi perfurado.
“Os veterinários precisaram reconstruir a parede do abdômen. Ele continua internado. Foi até um milagre não ter acontecido nada pior”, disse.
Henrique registrou um Boletim de Ocorrência e agora busca identificar o responsável pelos cães. Segundo ele, moradores da região já relataram outros episódios de cães soltos nas ruas, mas, normalmente, os tutores aparecem logo em seguida.
“Os dois cães estavam com guia, mas eu não consegui localizar o tutor. O que a gente quer é identificar o dono desses cachorros, porque é um risco muito grande deixar cães desse porte soltos. É desesperador na hora que acontece”, desabafou.
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Cadela morta após ataque
Na noite de sexta-feira (24/7), um homem atirou e matou a cadela de um vizinho dentro de um condomínio em Vicente Pires (DF). O animal, da raça American Bully, de Rogério Marques Fortaleza, escapou da guia do dono e atacou uma criança de 10 anos, filho de Marlon Joaquim Melo da Silva.
As imagens do circuito interno de segurança mostram dois momentos distintos: no primeiro, o animal se desprende de Rogério e corre atrás do menino. Na tentativa de fuga, o garoto cai e tenta se defender. Ele se levanta, consegue entrar no quintal de casa, que estava com o portão aberto, e novamente é derrubado pela cadela.
Veja vídeo:
Rogério, então, consegue finalmente retirar o American Bully de cima do menino. No entanto, instantes depois, a cadela foge e entra novamente na casa de Marlon, que é Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). As câmeras de segurança mostram o homem chegando em casa, de carro. E minutos depois, saca a arma, vai atrás da cadela e atira. Depois de a cadela já abatida, ele ainda desfere um chute nela.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) compareceu ao local e encaminhou os envolvidos à 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires). O delegado-adjunto da unidade policial, Diogo Carneiro, emitiu um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) em desfavor do tutor do animal, em razão da suposta prática de omissão na guarda ou condução do pet. O entendimento foi de que o pai da criança, por ser CAC, atirou contra a cadela para proteger o filho.
Após o caso, a arma usada foi apreendida e encaminhada ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A criança mordida foi encaminhada ao Instituo de Medicina Legal (IML) para realizar o exame de corpo de delito.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thalita Vasconcelos.





