Correio Braziliense
Com planos de reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem visto sua popularidade em queda. As pesquisas de intenções de voto apontam que o chefe do Executivo tem perdido apoio de grupos que foram importantes para a vitória dele no pleito de 2018. Entre as principais queixas dos entrevistados, estão a alta da inflação — que fechou 2021 em 10,06%, maior nível desde 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — e a condução da pandemia, que levou à morte mais de 620 mil pessoas.
Analista da Consultoria de Risco Político Dharma Politics, Raquel Borsoi observou que a queda de popularidade de Bolsonaro se deve, principalmente, à má gestão da economia em meio à covid-19. “Quando pensamos no que realmente pesa para que o eleitor decida o seu voto, a variável de destaque apontada pela própria pesquisa Genial/Quaest é a economia. Na consultoria, temos uma máxima: ‘Geladeira cheia, voto no governo; geladeira vazia, voto na oposição'”, afirmou.
Para Carolina Botelho, cientista política do Iespe, a recuperação da economia é o que poderia dar uma chance de reeleição ao presidente, o que, segundo ela, parece improvável. “A economia é um fator que poderia reverter a condição dele, mas não vem dando sinais de recuperação, pelo menos com o fôlego necessário para uma reeleição. Estamos com índices de inflação e desemprego altos, o poder de compra menor, cesta básica encarecida.”



