
Lar de pelo menos sete mil habitantes – o último censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) por ali data de 2018, o município de Santa Rosa do Purus, localizado no centro do mapa do Acre e fazendo fronteira com o Peru, é um dos mais isolados do país. Jordão, Porto Walter, Marechal Taumathurgo são considerados os outros três municípios mais isolados do Acre, mas Santa Rosa ganha destaque porque o acesso ali só é possível por via aérea ou fluvial, com muita dificuldade.
Prefeito em terceiro mandado, Tamir de Sá também falou das dificuldades que é administrar um município com essas características de isolamento. “Tudo se torna muito difícil porque, para chegar ao município, o custo é muito alto. No período do rio seco é que fica mais caro ainda. Nesta época, com o rio tomando água, é possível a gente navegar por ali com embarcações maiores e as coisas se tornam menos difícil”, acrescentou.
Quando o rio está seco, a navegação só é permitida para barcos com capacidade de até oito toneladas de mercadorias. “Mais eu isso, não vai”, disse Tamir de Sá. “Mas é uma viagem dura. No mínimo 16 dias de viagens, da Foz do Purus a Santa Rosa”, disse.
O prefeito reclama que o poder público e a população têm dificuldade em conseguir licenças para abrir a estrada, enquanto empresas particulares, que vivem da exploração de madeira tirada da região, conseguem autorização para atuar. “Para esse particulares, que vivem da exploração de madeira, vendem facilidades. Para nós, dificuldades”, disse.
Apesar de todas as dificuldades, Tamir de Sá diz que tem prazer em morar em Santa Rosa do Purus. “Nasci e me criei naquela região e de lá não quero sair. É um lugar maravilhoso, onde as pessoas têm uma expectativa de vida tranquila, num lugar com muitas riquezas naturais, com muito peixe, muita caça, enfim, um lugar maravilhoso. Se a gente conseguisse meios de ter acesso via terrestre, aquilo ali seria o paraíso”, definiu.




