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Prefeitura de Praia Grande é um dos alvos de operação contra esquema do PCC

Por Marcus Pontes
Prefeitura de Praia Grande/Divulgação.

A divisão de Compras e Contratação de Serviços da Prefeitura de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, é alvo da megaoperação Helmintos, deflagrada nesta quinta-feira (3/9) pela Polícia Civil, que mira um grupo responsável pela lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os investigados teriam movimentado, entre a compra de imóveis de luxo e favorecimento em licitações públicas, um montante de quase R$ 1 bilhão.

As investigações mostram um suposto favorecimento em licitações para o domínio de quiosques na orla de Praia Grande. A polícia apura o envolvimento direto de agentes públicos e o pagamento de apoio financeiro a políticos eleitos no município.

No endereço da Divisão de Compras e Contração da prefeitura, localizado no Paço Municipal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. O objetivo é apreensão de documentos relacionados à licitação para construção de quiosques na Orla da Aviação. O processo licitatório foi encerrado em setembro de 2020 e, segundo as investigações, beneficiou pessoas ligadas ao PCC.

Batizada de Helmintos, a megaoperação desta quinta identificou uma estrutura colaborativa do PCC que operacionalizava a lavagem de dinheiro do narcotráfico.

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do Metrópoles SP

A Justiça decretou a prisão temporária de quatro pessoas ligadas ao PCC. São elas: Anderson Roberto Braghine, o Fio; Alexander Miguel da Silva, o Gordão; Ronaldo Yuzo Sekiya, o Japonês; e Leonildo Marinho de Andrade, o Nêne. (veja abaixo atuação de cada suspeito).

Outras seis pessoas também são alvo da megaoperação. São elas: Andreia dos Santos Ferreira, Marcio de Oliveira Biley, Monica da Costa Ribeiro, Luciene Athaydes Morgado, Tatiana Ferreira dos Santos e Viviane de Camargo. Os alvo participavam desde a lavagem de bens a aquisição de imóveis de luxo para o PCC.

A Justiça também emitiu ordens judiciais de busca e apreensão a uma administradora de bens e condomínios ligada a um dos alvos.

O Metrópoles procurou a Prefeitura de Praia Grande e não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para atualizações.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Marcus Pontes.