Durante julgamento de embargos no processo contra José Roberto Arruda (PSD), nesta quinta-feira (17/9), o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), desembargador Angelo Passarelli, reagiu a críticas, disse que é magistrado “honrado” e afirmou que nunca ofereceram “propina ou droga ilícita” a ele.
“Estamos sendo bombardeados de ambos os lados de ambas as formas. Então, vai se criando uma situação delicada. Não me incomodo com meu nome nas redes, pode pôr à vontade, porque, com certeza, para ter dito que eu era um magistrado honrado, primeiro foram examinar minha vida pregressa toda”, declarou, sem citar nomes.
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da Coluna Grande Angular
“Não mexo com droga ilícitas. Ensinam na escola que faz mal para saúde, mas o maior mal é social, porque o indivíduo vai acabar no ostracismo, na sarjeta. Gosto de dizer que tenho orgulho: nenhum colega nunca me ofereceu nenhum baseado nem uma fungada”, finalizou.
As acusações de Arruda sobre possível influência política no julgamento que indeferiu o registro da candidatura dele, que considerou inelegibilidade decorrente de condenações por improbidade administrativa, repercutiram negativamente entre integrantes do Poder Judiciário. As declarações têm sido usadas para alimentar o discurso de “injustiça”, em momento no qual Arruda tem registrado queda em pesquisas de intenção de voto.
Em recurso ao TSE, a defesa de Arruda disse que a Lei Complementar nº 219/2025 estabeleceu teto de 12 anos de inelegibilidade em caso de múltiplas condenações. Os advogados defendem que o prazo seja contado a partir da primeira condenação, de junho de 2014.
“Como houve o fatiamento das ações pelo Ministério Público, a cada ano surgem novas condenações colegiadas, consequentemente, novas causas de inelegibilidade. Se houver uma condenação colegiada a cada ano de eleição, antes do registro, é bem provável que o candidato cumpra eternamente a inelegibilidade”, disseram os advogados Francisco Emerenciano e Yully Carneiro de Alencar.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Isadora Teixeira.




