ACRE

Casos de perseguição contra mulheres aumentam 16,6% no Acre, aponta Anuário de Segurança Pública

Estado registrou 281 ocorrências de stalking em 2025, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Por

Os casos de perseguição contra mulheres aumentaram no Acre entre 2024 e 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. O levantamento aponta crescimento de 16,6% nas ocorrências de stalking, enquanto os registros de violência psicológica apresentaram leve redução no mesmo período.

O estudo utiliza tanto números absolutos quanto taxas por 100 mil mulheres, permitindo uma comparação proporcional entre os anos analisados.

Perseguição registra alta no estado

De acordo com o Anuário, o Acre registrou 240 casos de perseguição em 2024, equivalente a uma taxa de 54,7 ocorrências por 100 mil mulheres.

Já em 2025, o número passou para 281 casos, elevando a taxa para 63,8 registros por 100 mil mulheres, representando um crescimento de 16,6%.

Violência psicológica apresenta redução

Enquanto os casos de perseguição aumentaram, os registros de violência psicológica tiveram queda.

Em 2024, foram contabilizados 321 casos, correspondendo a uma taxa de 73,1 ocorrências por 100 mil mulheres.

No ano seguinte, o estado registrou 306 ocorrências, com taxa de 69,4 casos por 100 mil mulheres, indicando redução em relação ao período anterior.

O que diz a legislação

A prática de perseguição, conhecida como stalking, foi tipificada pela Lei nº 14.132/2021.

Segundo a legislação, comete o crime quem persegue outra pessoa de forma reiterada, por qualquer meio, ameaçando sua integridade física ou psicológica, restringindo sua liberdade ou invadindo sua privacidade.

A pena pode ser aumentada quando a vítima é mulher e o crime ocorre em razão da condição do sexo feminino.

Violência psicológica também é crime

A violência psicológica contra a mulher está prevista na Lei nº 14.188/2021.

O crime engloba qualquer conduta capaz de causar dano emocional, limitar a autonomia da vítima ou controlar seus comportamentos, decisões e crenças.

Entre as práticas enquadradas estão ameaças, humilhações, manipulação, isolamento, constrangimentos, chantagens e outras formas de abuso emocional.