Nesta quarta-feira (6), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão histórica ao determinar a anulação de supostas provas oferecidas pela Operação Lava Jato, que foram cruciais para a fundamentação da prisão ilegal do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT), decretada por Sergio Moro.
Além disso, o ministro ordenou que a Polícia Federal apresente todo o conteúdo obtido através do acordo de leniência e da Operação Spoofing, sem qualquer edição, em até dez dias, sob pena de crime de desobediência, ampliando ainda mais a repercussão dessa decisão no cenário político e jurídico brasileiro.
Os dois principais personagens da Operação Lava Jato, o ex-juiz Sérgio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, seguiram carreira política após a prisão do ex-presidente Lula, considerada ilegal a partir desta decisão de Toffoli. Lula já foi inocentado em todos os processos da Lava Jato, inclusive os que foram remetidos à primeira instância. O STF declarou Moro suspeito, e Deltan foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sendo obrigado a abandonar a carreira na política.





