A cafeicultura do Acre tem se destacado no cenário nacional, alcançando a segunda maior produção da Região Norte, graças aos investimentos contínuos do governo estadual. Esses esforços, iniciados durante a primeira gestão do governador Gladson Cameli, continuam a apresentar resultados positivos, gerando visibilidade e reconhecimento. Recentemente, a produção de café acreano foi tema de uma reportagem na Folha de São Paulo, publicada no domingo, 9 de março, intitulada: “Acre amplia produtividade e cultiva café em meio à floresta.”
A matéria também menciona que a cafeicultura no Acre remonta à década de 1970, quando os primeiros cafeicultores chegaram ao estado, mas abandonaram a produção por falta de incentivos. Foi apenas há pouco mais de dez anos, com a chegada de agricultores familiares, que a produção de café foi retomada na região amazônica, de forma ambientalmente responsável.
A engenheira agrônoma Michelma Lima, coordenadora do Núcleo de Cafeicultura da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), explicou que a produção de café tem sido bem-sucedida devido ao solo, ao regime de chuvas e ao relevo favoráveis ao cultivo da espécie robusta amazônica. Com chuvas médias anuais de 2.000 mm a 2.200 mm, o Acre possui condições ideais para a produção sem a necessidade de irrigação, o que resulta em um café de sabor e aroma únicos.
Em 2023, a Seagri começou a investir na renovação dos cafezais com novas técnicas e mudas, visando posicionar o Acre como referência em cafés especiais. Atualmente, dos 22 municípios do estado, 19 produzem café, com Acrelândia sendo o principal produtor.
O Acre, com sua cafeicultura sustentável, segue se consolidando como um importante player no cenário nacional, destacando-se por suas práticas inovadoras e o compromisso com o meio ambiente.






