Lula, hoje, tem duas opções eleitorais viáveis discutidas dentro do PT para um vice, que passam por PSB e PSD: Flávio Dino, recém-chegado ao ninho socialista, governador do Maranhão e um expoente da esquerda no Nordeste. E Pacheco, que agrada ao PIB do eixo São Paulo-Minas Gerais (ele é amigo de Josué Gomes, filho do saudoso José Alencar).
Como a Coluna publicou, antes de trocar de partido no ano que vem, Pacheco já pediu a Kassab a radiografia dos palanques estaduais e consultou ex-presidentes (Temer, Sarney e FHC) para tomar a decisão de colocar a cara na vitrine eleitoral tão cedo.
O PSD vai caminhando devagar (mas forte) nas alianças regionais com o PT. Prefeito do Rio de Janeiro, no evento de hoje em que Pacheco foi o convidado ilustre, Eduardo Paes não se segurou e já anunciou apoio ao petista Felipe Santa Cruz (presidente da OAB-RJ) para o governo do Estado. O PT trata palanque também com o PSD do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, pré-candidato ao Governo; E Na Bahia, o senador Otto Alencar (PSD) , que tentará a reeleição, está afinado com Jaques Wagner (PT), que deseja voltar ao Palácio Ondina.
PSB no bolo
O PSB entra nesse projeto com o PSD em dois Estados importantes: Em São Paulo, o ex-governador Geraldo Alckmin – rompido com João Doria – deve se filiar ao partido de Kassab e articula aliança com o PSB de Márcio França. Neste desenho, a dupla pode concorrer contra Fernando Haddad, o natural candidato petista ao Palácio Bandeirantes – mas todos alinhados à Lula no cenário nacional.
Em Pernambuco, reduto lulista há décadas, quem controla o PSD é o deputado federal André de Paula, que pretende disputar o Senado. Ele também está alinhado ao PSB do governador Paulo Câmara. E o PSD pernambucano pode entrar na verticalização do projeto pró-Lula.
O PSB está no projeto de coalizão de Lula – será o caminho natural do PSD de Kassab. O partido de Kassab, apesar de uma forte bancada no Congresso Nacional, está sozinho no páreo. Esses palanques supracitados remetem a uma coalizão PT-PSD-PSB a priori.
Plano B
Caso o projeto de Kassab não vingue, naturalmente Rodrigo Pacheco será o candidato do PSD – que pode disputar sem coalizão e como aposta de ser a terceira via na esperada polarização entre Lula e Jair Bolsonaro (por ora sem partido).
Então, Lula, hoje, tem duas opções eleitorais viáveis discutidas dentro do PT para um vice, que passam por PSB e PSD: Flávio Dino, recém-chegado ao ninho socialista, governador do Maranhão e um expoente da esquerda no Nordeste. E Pacheco, que agrada ao PIB do eixo São Paulo-Minas Gerais (ele é amigo de Josué Gomes, filho do saudoso José Alencar)




