O Projeto Força e Honra, desenvolvido pelo 3º Batalhão da Polícia Militar do Acre (PMAC), realizou uma solenidade de graduação de faixa e grau na noite de quinta-feira (25), na Vila do Incra, em Porto Acre. A cerimônia reuniu crianças, adolescentes e adultos que participam das atividades de jiu-jitsu oferecidas pela iniciativa.
Mais do que marcar a evolução técnica dos alunos, o evento celebrou uma trajetória construída ao longo de nove anos com foco em disciplina, respeito, cidadania e convivência comunitária.

Projeto começou em 2017 com 40 alunos
O Força e Honra foi criado em março de 2017 dentro do 3º Batalhão da PMAC com a proposta de aproximar a Polícia Militar da comunidade por meio do esporte.
No início, cerca de 40 crianças e adolescentes participavam das atividades, distribuídos entre as escolas Berta Vieira e Cris Gadelha. Com a expansão do projeto, as atividades passaram a receber estudantes de outras instituições, entre elas Raimundo Borges e Isa Melo, além de familiares dos próprios participantes.
Desde a criação, mais de mil pessoas já passaram pelas atividades.
Sob orientação do 2º Sargento Ricardo Ferreira, professor do projeto, os participantes aprendem técnicas de jiu-jitsu enquanto trabalham valores como responsabilidade, respeito, inclusão social e espírito de equipe.
A trajetória também resultou na formação de atletas que avançaram dentro da modalidade. Atualmente, dois integrantes que passaram pelo projeto chegaram à faixa marrom, enquanto aproximadamente cinco alcançaram a faixa roxa e outros conquistaram a faixa azul.

Alunos acumulam participações em competições
O projeto também ganhou presença em competições de jiu-jitsu. Alguns dos atletas acumulam dezenas de participações em campeonatos, com registros de aproximadamente 35, 18 e 15 torneios disputados.
Segundo as informações divulgadas sobre a iniciativa, o projeto também reúne atletas que permanecem invictos em competições e conquistaram medalhas e troféus em diferentes eventos.
Para o sargento Ricardo Ferreira, a continuidade da iniciativa depende do apoio recebido ao longo dos anos.
“Quero agradecer, primeiramente, a Deus, por nos permitir realizar e continuar esse projeto ao longo desses nove anos. Também quero agradecer ao Comando da Polícia Militar, que, durante todo esse período, tem dado total apoio ao projeto”, afirmou.
O professor também citou o apoio da coronel Marta Renata, que, segundo ele, contribuiu para a continuidade das atividades desde que assumiu o comando da Polícia Militar.
Jiu-jitsu também se tornou espaço de transformação pessoal
Entre os relatos dos participantes está o da aluna Jéssica, que associou a prática do esporte a uma mudança importante em sua trajetória pessoal.
“O Jiu-Jitsu entrou na minha vida em uma das fases mais difíceis que eu já passei. Eu estava vivendo uma situação de violência psicológica e estava começando a entrar em uma depressão. Eu estava muito fragilizada e, muitas vezes, já não tinha forças nem para acreditar em mim mesma. Foi dentro do Jiu-Jitsu que comecei a me levantar novamente”, relatou.
A experiência resume uma das propostas centrais do projeto: utilizar a prática esportiva como ferramenta de convivência, disciplina e fortalecimento dos vínculos sociais.
Projeto mantém atividades em Rio Branco e Porto Acre
Atualmente, o Força e Honra atende diferentes faixas etárias em Rio Branco e na Vila do Incra.
Na capital, as turmas infantis de jiu-jitsu, destinadas a crianças de 5 a 12 anos, reúnem entre 45 e 50 participantes por treino, em média.
Na Vila do Incra, em Porto Acre, são atendidas aproximadamente 10 a 12 crianças nas turmas infantis, além de cerca de 25 adolescentes, jovens e adultos.
A iniciativa também ampliou as modalidades oferecidas. Além do jiu-jitsu, passou a contar com aulas de capoeira às terças e quintas-feiras.
A proposta é manter o esporte como uma ferramenta de aproximação entre a comunidade e a Polícia Militar, ao mesmo tempo em que oferece aos participantes oportunidades de desenvolvimento físico e social.




