O promotor de justiça Anderson Batista, durante coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (3), informou que os detidos na Operação Fraus, realizada pelo Ministério Público em conjunto com o Tribunal de Contas Estadual (TCE), estavam ameaçando de morte dois servidores comissionados, o que levou à decretação da prisão preventiva dos envolvidos.
Os crimes ocorriam no próprio gabinete do conselheiro substituto do TCE, onde os servidores comissionados estavam lotados. Além disso, descobriu-se que Erivan ocultava seus bens, utilizando terceiros no Acre, e possuía diversos imóveis e veículos, revelando uma renda incompatível com a declarada.
Os dois servidores comissionados, que não eram funcionários fantasmas, eram obrigados a repassar entre 20% e 40% de seus salários, configurando-se como vítimas no esquema. A investigação apontou que o esquema pode ter ocorrido entre os anos de 2014 e 2022, com um perfil de saque de 39% dos valores depositados em suas contas durante esse período.
Diante das ameaças de morte relatadas pelos servidores, as prisões dos envolvidos foram decretadas pela Justiça visando garantir a segurança das testemunhas e prosseguir com as investigações de forma mais eficaz.




