Nas últimas 24 horas, diversas cidades do Acre registraram níveis de qualidade do ar superiores aos limites mínimos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Rio Branco, por exemplo, o valor médio diário alcançou 33 µg/m³ por volta das 22 horas. Outros municípios também apresentaram índices elevados: Sena Madureira com 31 µg/m³, Manoel Urbano com 27 µg/m³ e Xapuri com 26 µg/m³.
O índice PM2.5, utilizado pela Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar no Acre, refere-se a partículas inaláveis finas com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros. Essas partículas podem penetrar nos pulmões e na corrente sanguínea, ocasionando graves problemas de saúde, especialmente para os pulmões e o coração.
Segundo a OMS, mais de 90% das pessoas no mundo estão expostas a níveis de PM2.5 que excedem as diretrizes estabelecidas. O nível médio mínimo recomendado para esse tipo de poluição é de 15 µg/m³ para um período de 24 horas e de 5 µg/m³ para um ano.
A exposição a essas partículas finas pode causar tosse, dificuldade respiratória, agravamento da asma e desenvolvimento de doenças respiratórias crônicas. Apesar de ser o menor tipo de poluente, o PM2.5 é considerado um dos mais perigosos pela OMS, sendo produzido pela queima de combustíveis fósseis, tempestades de poeira e incêndios florestais, entre outras fontes.
Em 2023, a cidade brasileira com o pior índice de poluição foi Xapuri, no Acre, conforme o relatório World Air Quality, da empresa suíça IQAir. O estudo identifica as cidades e países com a pior qualidade de ar no mundo.




