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Queda de 40% nos feminicídios no Acre em 2026 coloca estado entre os maiores recuos do país

Apesar da redução expressiva, violência contra a mulher continua exigindo ações permanentes de prevenção, proteção e combate ao feminicídio no estado.

Samoel Andrade Por Samoel Andrade

O Acre registrou uma queda de 40% nos feminicídios no Acre em 2026 durante os primeiros sete meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (21) e fazem parte do levantamento nacional do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Com o resultado, o Acre aparece entre os estados que tiveram as maiores reduções percentuais de vítimas de feminicídio no período analisado.

Acre está entre os estados com maior redução

De acordo com os dados divulgados, o Acre apresentou redução de 40% no número de vítimas de feminicídio entre janeiro e julho de 2026.

O percentual coloca o estado ao lado de Roraima, que também registrou queda de 40% no período.

Entre as unidades da Federação com maiores reduções estão:

  • Rondônia: queda de 64,7%;
  • Piauí: queda de 57,1%;
  • Maranhão: queda de 42,4%;
  • Acre: queda de 40%;
  • Roraima: queda de 40%;
  • Distrito Federal: queda de 31,3%.

Os números mostram que o Acre teve uma redução significativamente superior à média nacional no período.

Brasil registra queda de 3,2%

No cenário nacional, 848 mulheres foram vítimas de feminicídio entre janeiro e julho de 2026, segundo o levantamento.

No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizadas 876 vítimas.

A diferença representa uma redução de aproximadamente 3,2% no número de vítimas em todo o país.

Embora a queda nacional seja menor que a registrada no Acre, os dados indicam uma redução no número de feminicídios no período analisado.

Média móvel também apresenta redução

O levantamento também mostra uma mudança na média móvel nacional de vítimas de feminicídio.

O indicador chegou a 141,8 vítimas em março, considerado o maior patamar recente.

A partir daquele mês, a média apresentou redução durante os quatro meses seguintes, chegando a 119,8 vítimas em julho.

A diferença entre o pico registrado em março e o resultado de julho representa uma redução de 15,5%.

Resultado chama atenção no Acre

A redução de 40% coloca o Acre em uma posição de destaque no levantamento nacional.

O resultado ocorre em meio a esforços de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, além da atuação das forças de segurança e da rede de proteção.

Apesar da queda, os números não significam que o problema tenha sido superado. O feminicídio continua sendo uma das formas mais graves de violência contra a mulher e exige políticas permanentes de prevenção, proteção e responsabilização.

Tentativas de feminicídio continuam sendo preocupação

Os dados sobre mortes também precisam ser analisados junto aos registros de tentativas de feminicídio.

No Acre, levantamento divulgado anteriormente apontou 10 tentativas de feminicídio em 2026, demonstrando que a violência contra as mulheres continua exigindo atenção das autoridades e da sociedade.

A redução das mortes, portanto, representa um resultado positivo, mas não elimina a necessidade de fortalecer mecanismos de proteção e atendimento às vítimas.

Dados ajudam a orientar políticas públicas

As estatísticas do Sinesp são utilizadas para acompanhar a evolução da criminalidade e auxiliar na formulação de políticas públicas de segurança.

No caso do feminicídio, a análise dos dados permite identificar tendências, comparar períodos e avaliar a evolução do problema em diferentes estados brasileiros.

Para o Acre, a queda registrada nos primeiros sete meses de 2026 representa um indicador positivo, mas deve ser acompanhada ao longo dos próximos meses para verificar se a tendência será mantida.

Cenário ainda exige atenção

Mesmo com a redução registrada no Acre, o enfrentamento ao feminicídio continua dependendo de ações permanentes.

Prevenção da violência doméstica, atendimento especializado, proteção às vítimas e fortalecimento da rede de assistência são algumas das medidas consideradas fundamentais para evitar que situações de violência evoluam para casos extremos.

Os números divulgados nesta sexta-feira mostram uma redução importante no Acre, mas também reforçam a necessidade de manter o combate à violência contra a mulher como prioridade das políticas públicas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública