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Acre reduz em 59% os focos de queimadas em 2026, mostra levantamento do Inpe

Estado registrou 97 focos de calor até 4 de agosto, contra 235 no mesmo período de 2025.

Samoel Andrade Por Samoel Andrade

O Acre registrou 97 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 4 de agosto de 2026, segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No mesmo período de 2025, o estado havia contabilizado 235 focos, o que representa uma redução de 59% neste ano.

O levantamento é realizado com base nos focos de calor identificados pelo satélite de referência utilizado pelo Inpe para monitorar queimadas em todo o território brasileiro.

Queimadas cresceram ao longo do período seco

Os dados mostram que o ano começou com poucos registros de queimadas no Acre.

Em janeiro, foi identificado apenas um foco. Nos meses de fevereiro e abril, foram registrados dois focos em cada período. Já em março, não houve nenhuma ocorrência.

Com a chegada da estiagem, os números passaram a aumentar gradativamente. Em maio, o estado registrou 15 focos, seguido de 20 em junho e 56 em julho, mês responsável por mais da metade de todas as ocorrências registradas em 2026.

Os dados referentes ao mês de agosto ainda estão em atualização e, por isso, não apresentam registros consolidados.

Acre vai na contramão da Região Norte

Enquanto o Acre apresentou uma redução expressiva nas queimadas, o cenário da Região Norte foi diferente.

Segundo o Inpe, os sete estados da região acumularam 8.931 focos de queimadas entre janeiro e 4 de agosto de 2026, contra 8.266 registros no mesmo período do ano passado.

O resultado representa um aumento de 8% nas ocorrências de queimadas na região, evidenciando que a redução observada no Acre destoou da tendência regional.

Brasil também registra queda nas queimadas

Em todo o país, o Programa Queimadas contabilizou 26.793 focos de calor até o dia 4 de agosto de 2026.

No mesmo período de 2025, haviam sido registrados 30.097 focos, indicando uma redução nacional de 11%.

Apesar da queda no acumulado brasileiro, especialistas continuam alertando para a necessidade de intensificar ações de prevenção durante os meses mais secos do ano, quando as condições climáticas favorecem a propagação do fogo.

Monitoramento por satélite auxilia no combate ao fogo

Os dados divulgados pelo Inpe são obtidos por meio de satélites que identificam focos de calor em tempo real, permitindo o acompanhamento da evolução das queimadas em todas as regiões do país.

As informações servem de base para órgãos ambientais, equipes de fiscalização e Defesa Civil na definição de estratégias de prevenção e combate aos incêndios florestais, especialmente durante o período crítico da estiagem amazônica.

Embora os números indiquem melhora no Acre em relação ao ano passado, autoridades ambientais reforçam que o risco permanece elevado nos próximos meses, exigindo atenção da população e fiscalização contínua para evitar queimadas ilegais.