As queimadas no Acre em setembro de 2026 registraram queda de 43% na primeira semana do mês, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre os dias 1º e 7, foram contabilizados 86 focos no estado, contra 152 registrados no mesmo período de 2025.
Focos ficaram concentrados nos primeiros dias de setembro
Em 2026, a maior parte dos focos registrados na primeira semana ocorreu logo no início do mês.
No dia 1º de setembro, o Acre contabilizou 10 focos de queimadas. Já no dia 2, foram registrados 76 focos, concentrando a maior parte das ocorrências contabilizadas até o dia 7.
A distribuição foi diferente em 2025. Naquele período, o estado registrou 96 focos apenas no dia 1º, outros cinco no dia 3 e 51 no dia 4, além de ocorrências nos dias seguintes, chegando a 152 focos na primeira semana.
A comparação mostra que, embora os focos tenham se concentrado em poucos dias neste ano, o volume total ficou abaixo do observado no início de setembro de 2025.
Setembro de 2025 terminou com 840 focos
A redução registrada nos primeiros sete dias de setembro de 2026 ocorre após um mês de setembro de 2025 marcado por números elevados de queimadas.
Ao longo de setembro do ano passado, o Acre acumulou 840 focos, com alguns dos maiores picos registrados na segunda metade do mês.
Entre os principais registros estiveram 121 focos no dia 21, 101 no dia 22 e 143 no dia 24.
Os números ajudam a dimensionar a importância do acompanhamento das ocorrências durante todo o mês, já que uma primeira semana com menos focos não significa necessariamente que o período de estiagem terminará com o mesmo comportamento.
Queda também aparece no acumulado anual
A redução observada no começo de setembro acompanha uma tendência de queda no acumulado anual de focos registrados no Acre.
Em 2022, o estado chegou a 5.769 focos, maior número da série apresentada. No ano seguinte, foram contabilizados 2.220 registros.
Em 2024, entretanto, o número voltou a subir, chegando a 3.492 focos.
Já em 2025, o Acre encerrou o ano com 904 focos, uma redução de 74% em relação ao total registrado no ano anterior.
Em 2026, o acumulado chegou a 670 focos, número que representa uma redução de aproximadamente 25% em relação ao total registrado durante todo o ano passado.
Números ainda podem mudar durante a estiagem
Apesar do cenário de redução apresentado até o momento, os dados de 2026 ainda não representam o resultado final do período de queimadas.
Isso ocorre porque setembro costuma ser um dos meses de maior atenção para os registros de focos no Acre. Com a continuidade da estiagem, novas ocorrências podem alterar o acumulado estadual até o fim do período.
Por isso, o comportamento dos focos nas próximas semanas será determinante para verificar se a tendência de queda observada no início de setembro será mantida.
Os dados utilizados no levantamento são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e permitem acompanhar a evolução dos focos de queimadas no estado ao longo dos anos.




