O passageiro que atacou brutalmente um motorista de aplicativo em Ceilândia é Jerlielson de Jesus Pereira Sousa (foto em destaque), 41 anos. O açougueiro se apresentou na 15ª Delegacia de Polícia, na tarde dessa segunda-feira (27/10), e teve a prisão preventiva decretada. Ele é investigado por tentativa de homicídio.
O crime ocorreu na madrugada de domingo (26/10), entre 2h e 3h da manhã, durante uma corrida de transporte por aplicativo que teve início em Águas Lindas de Goiás e tinha como destino Recanto das Emas, local onde Jerlielson reside.
Veja quem é passageiro:
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Jerlielson de Jesus Pereira Sousa, 41 anos
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Passageiro que esfaqueou motorista de app se apresentou na delegacia nessa segunda-feira (27/10_
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Jerlielson é investigado por tentativa de homicídio
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Em depoimento, ele alegou que temeu se assaltado pelo motorista de app
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Jerlielson alegou que o condutor teria alterado a rota e que estaria sendo seguido por um carro de apoio.
Logo após o ataque, o autor fugiu e se escondeu em uma área de mata, de onde enviou mensagens de áudio ao irmão confessando o esfaqueamento.
Posteriormente, foi resgatado por ele, passou a noite em sua residência e, em seguida, jogou as roupas sujas de sangue no lixo antes de fugir novamente. As roupas foram localizadas e apreendidas pela equipe de investigação.
Já no período da tarde, o autor se apresentou espontaneamente na 15ª DP, acompanhado de dois advogados, ocasião em que confessou o crime, reafirmando que teria agido por medo de um suposto assalto.
“Durante o trajeto, em Ceilândia, o motorista do aplicativo teria mudado a rota e passado a percorrer um terreno baldio. Quando questionado pelo passageiro sobre o caminho, o motorista não teria dado satisfação. Ele viu um veiculo se aproximando por trás, se sentiu ameaçado e entendeu que seria assaltado. Cometeu ato por desespero e empreendeu com fuga com medo de ser assassinado”, manifestou Marcelo Dimatteu, advogado do passageiro.
Após a oitiva, a prisão preventiva foi decretada pelo Poder Judiciário, e restou cumprida pelos agentes da 15ª DP.
O investigado, que não possuía antecedentes criminais, foi indiciado por tentativa de homicídio duplamente qualificado, pelo uso de meio cruel e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O crime de homicídio qualificado possui pena de doze a trinta anos de reclusão, reduzida de um a dois terços por se tratar de tentativa.
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Motorista em estado grave
Mesmo gravemente ferido, o motorista conseguiu conduzir o veículo até o Hospital Regional de Ceilândia, colidindo contra um poste em frente à unidade. A vítima foi socorrida em estado grave.
Elias está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
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Motorista de app esfaqueado no pescoço consegue leito de UTI
Material cedido ao Metrópoles
Motorista bateu carro em poste enquanto tentava chegar em hospital
Divulgação/ PMDF
Motorista de app esfaqueado queria deixar vida de viagens
Material cedido ao Metrópoles
Os médicos descartaram perfurações no esôfago e na traqueia do motorista. Após a realização de tomografias, também foram descartadas perfurações no esôfago e na traqueia, bem como qualquer comprometimento neurológico e da medula.
Para a esposa de Elias, a versão dada pelo passageiro sobre a dinâmica do ataque está “mal contada”. “Nosso Elias luta pela vida por ter sido atacado por um por um bandido mal caráter e mentiroso, enquanto trabalhava honestamente. Vamos aguardar ele poder se manifestar e dar sua versão dos fatos. Nada justifica alguém tentar tirar a vida dele, isso não é autodefesa, é tentativa de assassinato”, alega Synara de Albuquerque Santos.
De acordo com o cunhado do motorista, o empresário Esdras Albuquerque, 36 anos, Elias perdeu muito sangue. O golpe cortou pelo menos uma artéria da vítima. Além disso, os médicos identificaram uma fratura no pescoço.
Para a família, um milagre salvou Elias. “Ele só está vivo por causa de Deus. Dirigiu com a mão estancando o sangue. A perfuração foi profunda. Se ele não tivesse ido em direção ao hospital, se estivesse em um local mais ermo, não estaria vivo”, disse Esdras.
O motorista já planejava deixar a vida de viagens como motorista de aplicativo. Ele é encarregado geral de construção civil e adotou as corridas como um bico para aumentar a renda da família. Mas estava cansado do serviço, e, antes do ataque, a família já temia pelo risco nas ruas.
“Elias não queria mais trabalhar como motorista de aplicativo. Porque a gente sabe dos riscos que corre. Se sair de casa, você não sabe se vai voltar vivo. Ele falou assim: ‘Eu estou cansado disso aqui. Faço porque preciso. Mas é um risco todos os dias’”, contou a esposa.




