O líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), admitiu, nesta quarta-feira (2/9), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 não será votada em plenário neste esforço concentrado e atribuiu a isso uma “ação coordenada” do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Com isso, a votação ficará para depois do 1º turno das eleições.
O petista disse, em entrevista à imprensa, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tinha garantia de conseguir os votos suficientes para aprovar a redução da jornada — que precisa de 49 votos para ser aprovada em dois turnos de votação. Com isso, o parlamentar estipula que a votação deverá ficar para outubro, mais provavelmente entre o primeiro e o segundo turno.
“Ele perguntou ‘tem segurança de que tem votos?’. Se tínhamos garantia sobre os votos e, pelo mapeamento que nós tínhamos, nós não tínhamos certeza. Diante do papel e pela mobilização da oposição, achamos melhor e mais prudente ver o momento em que podemos ter os votos necessários”, disse.
Apesar da dita boa vontade, o presidente do Senado não chegou a se comprometer publicamente em colocar a PEC em votação no plenário. No lugar, disse que a proposta receberia um tratamento “regimentalmente adequado”, passando pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que aprovou a proposta mais cedo.
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do Metrópoles
No plenário, Alcolumbre suspendeu a sessão de terça-feira quando, durante a votação da indicação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao Tribunal de Contas da União (TCU), havia um quórum de 75 senadores. Com isso, manteve a contagem para esta quarta-feira. Randolfe disse que a presença maciça dos senadores não é determinante para a aprovação da matéria.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Luciana Saravia.




