Um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgado nesta quarta-feira ressaltou a ocorrência de 12 eventos climáticos extremos no Brasil em 2023, sendo nove deles considerados incomuns e dois sem precedentes. O relatório destacou a influência do El Niño e das mudanças climáticas nas condições climáticas na América Latina e no Caribe.
Outros eventos extremos citados incluem um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul, que causou chuvas intensas e ventos fortes, resultando em 46 mortes, 46 desaparecidos e 340 mil pessoas afetadas. Além disso, as chuvas torrenciais em São Sebastião, litoral de São Paulo, causaram enchentes e deslizamentos de terra, resultando em pelo menos 65 mortes.
O Acre também foi mencionado no relatório devido às fortes chuvas e ao transbordamento do rio Acre, que inundou vastas áreas da capital Rio Branco em março de 2023. O relatório destaca ainda os impactos desses eventos climáticos extremos na agricultura, como o atraso no plantio de soja devido ao excesso de chuvas e à seca relacionada ao El Niño, e na pecuária, com a perda de mais de mil cabeças de gado em Mato Grosso do Sul devido a uma onda de frio.
O relatório conclui que 2023 foi o ano mais quente já registrado na América Latina e no Caribe, com o nível do mar subindo a uma taxa superior à média global, ameaçando áreas costeiras e Estados Insulares em Desenvolvimento.





