Há algumas ausências que a televisão sente mais do que outras. A de Lícia Manzo, certamente, é uma delas. Por isso, a volta de “Sete Vidas” ao catálogo do Globoplay, a partir desta próxima segunda-feira ainda que em forma de reprise, merece ser comemorada.
Exibida originalmente em 2015, a novela permanece como um dos trabalhos mais sensíveis da dramaturgia recente da Globo, com uma história que parte da descoberta de Miguel, personagem de Domingos Montagner, pai biológico de sete filhos gerados por meio de uma doação anônima de sêmen. Enfim, uma narrativa delicada sobre pertencimento, encontros e as diferentes formas de se constituir uma família.
No momento em que tanto se discute sobre os rumos da teledramaturgia brasileira, a reapresentação da novela também serve como lembrança do quanto Lícia Manzo continua fazendo falta. Seu retorno às telas, ainda que por meio de uma produção já conhecida, reforça a expectativa de que a autora volte, em breve, a ocupar o espaço que sempre lhe pertenceu na televisão.




