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Rio Acre fica abaixo de 2 metros pela 3ª vez e atinge menor nível de 2026

Manancial chegou a apenas 1,83 metro nesta segunda-feira, e Defesa Civil alerta que nível pode cair ainda mais durante setembro.

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O Rio Acre abaixo de 2 metros voltou a acender o alerta para a estiagem em Rio Branco. Na medição das 5h desta segunda-feira (31), o manancial chegou a 1,83 metro, menor nível registrado na capital acreana em 2026.

É a terceira vez somente neste mês de agosto que o rio fica abaixo da marca dos dois metros.

No domingo (30), o nível estava em 1,88 metro, após cair 12 centímetros em relação à medição anterior, quando marcava exatamente 2 metros.

Rio Acre ficou abaixo dos 2 metros três vezes em agosto

A primeira ocorrência aconteceu no dia 12, quando o rio chegou a 1,98 metro e permaneceu abaixo dos dois metros até o dia 16.

A segunda foi registrada no dia 23, também com 1,98 metro. No dia seguinte, o manancial apresentou recuperação e chegou a 2,20 metros.

Agora, no fim de agosto, o nível voltou a cair e alcançou a menor marca do ano: 1,83 metro.

Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, apesar de o nível atual não superar as mínimas históricas registradas em anos anteriores, a situação hídrica continua preocupante.

“Não melhora em nada a nossa situação hídrica e seca que estamos vivendo com situação de emergência”, afirmou.

Rio Branco permanece em cota de alerta máximo para a seca.

Defesa Civil prevê nível ainda menor em setembro

A preocupação aumenta com a chegada de setembro. Segundo Falcão, historicamente, os níveis mais baixos do Rio Acre costumam ocorrer justamente entre setembro e o início de outubro.

“Os recordes que foram batidos aconteceram sempre no mês de setembro e início de outubro. Então, a gente tem uns dias pela frente ainda para abaixar mais o nível”, explicou.

As altas temperaturas também contribuem para a redução do manancial. Conforme a Defesa Civil, o estado vem registrando temperaturas médias próximas dos 36°C, com sensação térmica ainda maior.

O calor intenso aumenta a evaporação e contribui para deixar rios, solos e reservatórios ainda mais secos.

De enchentes à seca em poucos meses

O cenário contrasta diretamente com o início de 2026. Em janeiro, o Rio Acre ultrapassou a cota de transbordamento em Rio Branco em duas ocasiões.

Durante uma das enchentes, o manancial chegou a 15,44 metros, afetando cerca de 12 mil pessoas.

Agora, sete meses depois, a capital enfrenta o extremo oposto.

A Prefeitura de Rio Branco decretou situação de emergência em 11 de agosto diante da redução das chuvas e do nível dos rios, incluindo o risco de comprometimento do abastecimento de água. O Governo do Acre também decretou emergência devido à seca severa.

Previsão indica pouca chuva nos próximos meses

De acordo com a Defesa Civil, a previsão é de chuvas abaixo da média durante setembro, outubro, novembro e dezembro.

O cenário também é acompanhado pela possibilidade de novas ondas de calor no país nos próximos meses.

Com a combinação de pouca chuva e temperaturas elevadas, a tendência apontada pelas autoridades é de que o Rio Acre possa continuar baixando nas próximas semanas.