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Rosamaria defende Tifanny após CBV vetar mulheres trans no vôlei

Por Mateus Arantes
Divulgação/VNL

Rosamaria, oposta da Seleção Brasileira, saiu em defesa de Tifanny nas redes sociais após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) vetar a participação de mulheres trans no vôlei nacional. A entidade alterou a política de elegibilidade para a categoria na sexta-feira (14/8).

A atleta relembrou conversas que teve com Gabi Guimarães, atual segunda melhor do mundo, e pediu avanço na luta pelos direitos de pessoas LGBTQIAPN+.

“É nossa obrigação como sociedade encontrar os meios que garantam esses direitos e tornem o esporte um espaço efetivamente inclusivo. Certamente, negar o acesso de um atleta profissional ao seu trabalho da noite pro dia vai de encontro a essa responsabilidade coletiva”, escreveu Rosamaria em trecho.

Após a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) em aderir à política do COI que bane mulheres trans de competições, a Federação Paulista informou que o campeonato estadual da modalidade não irá colocar a restrição em prática. De acordo com nota divulgada pela entidade, o torneio foi realizado conforme as normas vigentes anteriormente à decisão da CBV. Com isso, Tifanny, ponteira do Osasco, está liberada para jogar na estreia.

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do Metrópoles

Confira o texto de Rosamaria na íntegra

Coincidentemente, semana passada eu e Gabi tivemos uma conversa bem interessante sobre muitas coisas que vêm acontecendo no nosso meio. Acho que ela traduziu muito bem nesse texto a ideia que trocamos.

De qual maneira vamos poder garantir que todas as mulheres, cis e trans, tenham os seus direitos respeitados e preservados em qualquer ambiente? Seja ele amoroso, familiar, profissional, esportivo? Não podemos, toda vez que avançarmos uma casa, retroceder outras duas na luta pelos direitos LGBTQIA+. Permitir que seja levantada a bandeira quando é conveniente e abaixada quando o assunto fica complexo.

É nossa obrigação como sociedade encontrar os meios que garantam esses direitos e tornem o esporte um espaço efetivamente inclusivo. Certamente, negar o acesso de um atleta profissional ao seu trabalho da noite pro dia vai de encontro a essa responsabilidade coletiva.

Esse é um assunto que deve ser debatido, conversado. A gente precisa ouvir, aprender. Nenhum de nós nasceu sabendo de tudo. O mais importante é estarmos abertos a evoluir e abrir a nossa mente dia após dia. Acima de tudo, QUERER ser melhor pra gente e pro outro, aprendendo de qual maneira vamos transformar o nosso mundo em um lugar inclusivo e igualitário.

2 imagens1 de 2Reprodução/Rosamaria2 de 2Reprodução/Rosamaria


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Mateus Arantes.