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Rosângela Moro é questionada no MPE por concentração de viagens ao Paraná

Por Vinicius Passarelli
Agência Câmara

Uma representação recebida pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) pede a apuração sobre o uso de cotas parlamentares da deputada federal Rosângela Moro (PL) para bancar voos da parlamentar para Curitiba, sua cidade natal, ao longo do mandato. Rosângela foi eleita por São Paulo na última eleição. No atual pleito, ela concorre ao mesmo cargo, mas desta vez pelo Paraná.

Assinada pelo advogado João Alexandre Ibelli de Araújo, a representação recebida pelo TRE-SP na última quarta-feira (2/9) traz dados apontando que, em 2024, cerca de 90,5% das passagens aéreas emitidas pela parlamentar – 19 de um total de 21 bilhetes analisados – tiveram a cidade de Curitiba como origem ou destino.

Rosângela transferiu o domicílio eleitoral para a capital paranaense em março de 2024, estado onde seu marido, o ex-juiz e senador Sergio Moro (PL), exerce mandato. A transferência chegou a ser alvo de ação do PT, rejeitada pela Justiça Eleitoral do Paraná.

Naquele ano, Rosângela se licenciou de cargo do mandato para concorrer como vice-prefeita de Curitiba na chapa do deputado estadual Ney Leprevost (União Brasil), que não chegou ao segundo turno. Em março de 2026, a deputada trocou o União Brasil  pelo PL, em evento que contou com presença de Flávio Bolsonaro (PL).

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do Metrópoles

O documento solicita que a procuradoria verifique se existia autorização prévia da da Câmara dos Deputados para o uso recorrente dos voos para fora da unidade federativa de representação do mandato. A denúncia ainda aborda despesas com a locação de veículos, com custo mensal de R$ 8.250.

A representação diz que os locais onde esses veículos foram usados não consta nos portais de transparência e que questiona se os automóveis teriam sido utilizados no Paraná ou em São Paulo, especialmente durante períodos que coincidiram com o calendário da campanha eleitoral de 2024.

O que diz Rosângela Moro

Em nota, Rosângela Moro afirmou que as despesas com a cota parlamentar seguem as normas da Câmara dos Deputados e estão relacionadas ao exercício do mandato.

“Embora eleita por São Paulo, Rosangela Moro exerce um mandato federal, com atuação em diferentes estados, incluindo o Paraná, especialmente em pautas como saúde, doenças raras e direitos das pessoas com deficiência. No período em que esteve envolvida em disputa eleitoral, não houve utilização da estrutura do mandato ou de recursos da Cota Parlamentar para atividades de campanha”, disse a deputada.

Afirmou ainda que a locação de veículo blindado é prevista pelas normas da Câmara e está relacionada “a medidas de segurança adotadas diante de ameaças concretas contra a família do senador Sergio Moro, atribuídas ao PCC”.

“Todas as despesas estão documentadas e foram submetidas à prestação de contas, permanecendo à disposição dos órgãos competentes para eventuais esclarecimentos”, completou.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Vinicius Passarelli.