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Rubio diz que governos de esquerda “destruíram” países da América Latina

Por Manuela de Moura
Foto: Instagram/Reprodução

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou, nesta quarta-feira (9/9), que governos e movimentos de esquerda “destruíram” países da América Latina e associou setores desse campo político a organizações criminosas ligadas ao narcotráfico.

Questionado sobre a possibilidade de grupos de esquerda ganharem força como consequência da política externa americana, Rubio rejeitou a preocupação e avaliou a atuação da esquerda na região.

“Grupos de esquerda já estiveram aqui e destruíram o hemisfério. A esquerda destruiu a Venezuela, a esquerda destruiu Cuba, a esquerda destruiu a Nicarágua, a esquerda basicamente destruiu todos os países do hemisfério dos quais conseguiu tomar conta”, afirmou.

A declaração foi feita durante a visita de Rubio ao Equador, onde ele se reuniu com o presidente Daniel Noboa.

Rubio também citou a Bolívia e disse que o país teria sofrido durante 25 anos em razão de governos de esquerda. O secretário ainda mencionou Equador e Colômbia ao fazer críticas a políticas econômicas adotadas por governos desse espectro político nos últimos anos.

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do Metrópoles

Além das críticas econômicas, Rubio estabeleceu uma relação direta entre grupos de esquerda e organizações criminosas. Segundo ele, essas forças políticas estariam “em aliança” com grupos de narcotráfico.

“Esses grupos de esquerda, na realidade, estão em aliança com essas organizações criminosas de narcotráfico. Eles estão alinhados com elas, são aliados delas, permitem que elas realizem essas atividades, em uma aliança nefasta entre os dois lados”, declarou.

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Rubio diz que EUA já estão enviando equipes de ajuda à Venezuela

Kevin Dietsch/Getty Images3 de 3

Marco Rubio e Daniel Noboa

Reprodução/Redes Sociais

Apoio a líderes alinhados aos EUA

Rubio afirmou que a atuação contra essas organizações é necessária não apenas para a segurança dos países latino-americanos, mas também para proteger os interesses dos Estados Unidos.

O secretário defendeu que Washington atue em conjunto com governos da região que compartilhem da mesma visão sobre segurança. Na sequência, ele destacou a possibilidade de cooperação com governos que considera alinhados aos interesses americanos.

“Podemos enfrentar essa ameaça em parceria com outros presidentes e outros líderes desta região que pensam da mesma forma”, declarou.

A fala ocorre durante visita de Rubio a países da América do Sul, marcada justamente pelo fortalecimento da cooperação em segurança, combate ao narcotráfico e crime organizado.

América do Sul vive guinada à direita

A avaliação de Rubio ocorre, também, em um momento de avanço de governos de direita e centro-direita na América do Sul. As recentes vitórias de Abelardo de la Espriella, na Colômbia, e de Keiko Fujimori, no Peru, ampliaram o grupo de países comandados por governos desse espectro político.

Atualmente, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru são governados por líderes de direita, centro-direita ou extrema-direita. Juntos, esses países representam cerca de 58,3% da população sul-americana.

Do outro lado, estão Brasil, Uruguai, Venezuela, Guiana e Suriname, sob governos de esquerda ou centro-esquerda.

A mudança faz parte de uma transformação política mais ampla na região. Após a chamada “onda rosa”, período de predominância de governos de esquerda no início dos anos 2000, a direita voltou a conquistar espaço em diferentes países.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manuela de Moura.