Autorizada pelo governo de São Paulo, a Sabesp diminuiu o período diário de pressão de água reduzida na região metropolitana da capital paulista. Desde domingo (2/8), a pressão é reduzida das 21h às 5h, um total de oito horas diárias. Anteriormente, o controle era feito por 10 horas.
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Sistema Cantareira, em São Paulo
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Sistema Cantareira
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Sistema Cantareira, manancial que abastece a região metropolitana de São Paulo
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Estação de Tratamento de Água do Guaraú, parte do Sistema Cantareira
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Estação de Tratamento de Água do Guaraú, parte do Sistema Cantareira
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Estação de Tratamento de Água do Guaraú, parte do Sistema Cantareira
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Sistema Cantareira, em SP
Governo de São Paulo
A medida segue determinação da Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), que acompanha a situação hídrica do estado em conjunto com a SP Águas.
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Segundo a Sabesp, a Gestão de Demanda Noturna é adotada para economizar água e reduzir perdas na distribuição durante o período em que o consumo é menor. A concessionária atribuiu a atualização à “melhora das condições dos mananciais, impulsionada pelas chuvas, somada aos resultados das medidas de segurança hídrica”. Conforme a empresa, cerca de 183 bilhões de litros de água foram economizados desde a implantação da Gestão de Demanda Noturna.
Crise hídrica
Apesar da autorização, o cenário ainda preocupa. Atualmente, o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que conta com sete mananciais para abastecer a capital e a região metropolitana, opera com 47% do volume útil, situação categorizada como atenção.
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do Metrópoles SP
No Sistema Cantareira, responsável por mais da metade do SIM, o volume está na casa dos 36%, na faixa de alerta.
O volume do Cantareira é o segundo pior desde 2015, quando São Paulo enfrentou a crise hídrica mais severa da história. Em agosto, o sistema continuará a operar na Faixa 3. Com isso, a Sabesp está autorizada a retirar até 27 metros cúbicos por segundo (m³/s) do Cantareira, além de continuar utilizando a transposição de água da bacia do rio Paraíba do Sul.
Conforme publicado pelo Metrópoles, o bombeamento do Paraíba do Sul evitou que o Cantareira esteja próximo ao volume morto atualmente.
O sistema encerrou o mês de julho com 36,7% do volume útil, o equivalente a 360 bilhões de litros. Sem água da transposição e a gestão noturna, a estimativa da Sabesp é que o Cantareira estivesse hoje com cerca de 16% do volume útil, restando ainda cerca de dois meses para o fim da estação seca. A transposição só é possível por causa das obras realizadas logo após a grande crise hídrica de 2014 e 2015.
Diante da preocupação, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) ampliou o limite da transposição do Paraíba do Sul em direção ao Cantareira até o fim do ano. Atualmente, são captados até 8,5 metros cúbicos por segundo (m³/s).
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Rodrigo Tammaro.



