
A noite desta terça-feira (14/6) será agraciada com o fenômeno da superlua de morango. De acordo com especialistas, o satélite vai estar 11% maior e 20% mais brilhante do que o normal. Por isso, muitas pessoas gostariam de registrar a imagem com celular.
Couri inicialmente esclareceu o porquê de fotos da lua feitas com o telefone celular não ficarem boas.
Para tudo há “um jeito”. Couri explica que para obter o melhor resultado possível em uma foto, não só da lua, mas também de qualquer fenômeno espacial, como chuvas de meteoros e estrelas cadentes, é primordial um bom controle de iluminação.
Nos aparelhos celulares, que não possuem fotômetro, essa parte é chamada de exposição, o controle de luz e brilho que uma câmera lê.
“Diminua a exposição e mantenha a mão firme, se possível, com apoio para o aparelho. Quando a câmera do celular for apontada para a lua, muita luz vai entrar, e é muito para processar. Outra dica seria fazer a foto em plano aberto, com a lua no alto e o cenário embaixo. Pode ficar mais bonito e mais natural do que dar um zoom de aproximação. Vai ser bem mais difícil controlar a exposição com um zoom máximo”, diz.
O fotógrafo argumenta que para fazer uma foto de qualquer evento celeste, é necessário muito controle de exposição. A luz muda constantemente durante o dia, então, com a câmera profissional e o fotômetro, deve se fazer uso de técnicas que busquem superexpor ou subexpor a luz. Geralmente, para manter a estabilidade, os fotógrafos costumam usar um monopé para apoiar.
Como editar
O fotógrafo afirma que é melhor investir em um bom clique e não se preocupar tanto com a edição. “Resolva na hora do clique. Você pode dar pequenos retoques na imagem boa, e ela ficará muito boa. Mas se a foto não estiver legal, com edição ficará ‘mais ou menos’ e vai dar para perceber que foi manipulada”, argumenta.
Ele ainda enfatiza que um software de manipulação vai funcionar como um “plus, uma informação a mais para resgatar na imagem”.
E recomenda o software de edição Adobe Photoshop Lightroom. “É de uso profissional, tem também o app para smartphones”, conclui o fotógrafo.



