Órteses, próteses, coletes, capacetes, palmilhas e adaptações para cadeiras de rodas sob medida são apenas alguns dos produtos fabricados na Oficina de Próteses da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), localizada na Avenida Professor Ascendino Reis, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo. O Metrópoles conheceu o local que fornece dispositivos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com cheiro de óleo e barulho de furadeiras, o espaço lembra muito uma oficina de carros e é dividido por setores. Há, por exemplo, a parte em que se faz o molde e a fabricação de órteses; a área das cadeiras de rodas; a sala de impressoras 3D.
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Oficina Ortopédica da AACD
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Oficina Ortopédica da AACD
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Setor de próteses da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de próteses da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de próteses da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de acabamento da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de usinagem da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de usinagem da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de usinagem da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de usinagem da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de usinagem da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de usinagem da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de usinagem da Oficina de Próteses da AACD
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Sala de impressoras 3D da Oficina de Próteses da AACD
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Sala de impressoras 3D da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de cadeiras de roda da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de cadeiras de roda da Oficina de Próteses da AACD
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Setor de testes da Oficina de Próteses da AACD
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O local também tem estações para acabamento dos aparelhos e, é claro, para testes. Nenhum produto é levado para casa antes de ser provado e, se preciso, adaptado novamente.
Nas oficinas, mais de 75% dos processos de produção utilizam tecnologias digitais para escaneamento e modelagem computadorizada por meio de softwares e uso de manufatura aditiva, como impressoras 3D. Além de médicos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, a equipe é composta por protesistas e ortesistas ortopédicos.
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Como conseguir uma prótese pelo SUS
- Para conseguir uma prótese no sistema público de saúde, o primeiro passo é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o paciente será direcionado para um Centros Especializados em Reabilitação (CER).
- No sistema estadual, o paciente é encaminhado para a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, coordenada pelo Hospital das Clínicas. Então, recebe órteses, próteses e outros materiais, de acordo com o diagnóstico e as necessidades.
- Já no caso do sistema municipal, o paciente paciente passa por um processo de moldagem, prova e entrega realizadas em parceria com a empresa contratada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
- A capital paulista oferece próteses por meio dos CERs Tucuruvi, Milton Aldred, M’Boi Mirim, Ermelino Matarazzo e Flávio Gianotti, além de um convênio com a AACD.
- O tratamento continua após o recebimento da prótese, e os pacientes passam pelo acompanhamento regular previsto no plano terapêutico.
Além da oficina do Ibirapuera, há outras unidades em Osasco (SP), Porto Alegre (RS), Uberlândia (MG) e Recife (PE). Em funcionamento desde 1962, elas desempenham um papel essencial na reabilitação de pacientes e oferecem soluções personalizadas para melhoria da mobilidade e ganhos na qualidade de vida.
A oficina de próteses da associação lembra tanto uma oficina mecânica que até implantou o Sistema Toyota de Produção (TPS) – uma filosofia e um conjunto de práticas para fabricação, em prol da excelência, eficiência e melhoria contínua. Isso torna o trabalho mais fácil para os trabalhadores. O sistema ampliou em 30% a capacidade de produção das cadeiras de rodas e próteses.
Apenas em 2024, as oficinas entregaram 62.471 produtos ortopédicos, sendo 9.705 próteses. Durante o período, 88% dos atendimentos foram via SUS e 12% de forma privada. Na Oficina da AACD Ibirapuera, foram 63% via rede pública e 37% de forma particular.
Paraoficina Móvel
Além das oficinas de próteses, a AACD criou, em 2019, a Paraoficina Móvel, que oferece, de forma gratuita, serviços de manutenção e higienização de cadeiras de rodas, órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção (OPMs), como muletas, bengalas e andadores.
Os atendimentos ocorrem em 10 Centros Especializados em Reabilitação (CERs), localizados nos bairros de M’Boi Mirim, Parelheiros, Tucuruvi, São Miguel, Lapa, Flávio Gianotti, Sé, Campo Limpo, Santo Amaro e Interlagos, em São Paulo.
Déficit
Ao conciliar 80% dos atendimentos via SUS, o modelo de negócio da AACD se tornou algo único no sistema de saúde brasileiro. Os atendimentos privados e a área de captação de recursos contribuem para a viabilização da operação.
Porém, o custo médio geral de um atendimento na instituição é de R$ 128,71 e o valor geral do repasse do SUS é de cerca de R$ 10,65. Com isso, a associação tem um déficit anual de R$ 94 milhões.




