Após a confirmação de nove casos agudos de Doença de Chagas em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) anunciou nesta quarta-feira (31) a criação de uma sala de situação em parceria com o município. Esta medida visa alinhar ações de combate e monitorar os registros da doença.
A suspeita é que a contaminação ocorreu após as vítimas consumirem dois tipos de vinho derivados de frutas típicas da região Amazônica: açaí e patuá. Após a confirmação do primeiro caso na última quinta-feira (25), outras pessoas procuraram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com sintomas da doença. Os casos são acompanhados pela Vigilância Epidemiológica e por médicos infectologistas.
Os pacientes estão reagindo bem ao tratamento e nenhum está em estado grave. “Geralmente é um tratamento longo, pedimos que a população se atente ao tempo de tratamento, que são dois meses, e exige um comprometimento grande do paciente,” afirmou Diani Carvalho, coordenadora regional da Sesacre.
A doença de Chagas é transmitida pelo inseto conhecido como “barbeiro”. A transmissão pode ser via oral, por meio de alimentos contaminados pelas fezes do protozoário, devido à falta de controle de higiene. O açaí é um dos principais meios de contaminação.
Na fase aguda, os principais sintomas são:
- Dor de cabeça
- Febre
- Cansaço
- Edema facial e dos membros inferiores
- Taquicardia
- Palpitação e dor no peito
- Falta de ar
O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento o quanto antes, prevenindo danos no coração e no sistema digestivo. Pacientes devem receber medicamento específico por dois meses e permanecer sob acompanhamento por cinco anos na atenção básica municipal, e, quando necessário, por especialistas cardiologista, infectologista e gastroenterologista.





