GDF | Conteúdo patrocinado31/08/2026 00:05, atualizado 31/08/2026 00:08
O período de estiagem tem castigado várias regiões do país, principalmente com a umidade relativa do ar variando abaixo dos 30% e as altas temperaturas. Além do clima tão característico, cresce a incidência de incêndios florestais em locais onde a vegetação é mais seca e a propagação do fogo é mais rápida.
Apenas na primeira quinzena de agosto, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal atendeu 1.012 ocorrências de incêndios florestais durante a Operação Verde Vivo. Em junho, foram registradas 554 ocorrências e, em julho, 1.096.
O mais recente ocorreu no domingo (16/8), e atingiu uma grande área de vegetação no Parque do Tororó. O incêndio criou uma barreira de fogo que encerrou durante a madrugada de segunda-feira (17/8).
Nesse mesmo dia, o corpo de bombeiros atendeu cerca de 84 ocorrências de queimadas em vegetação. O número reforça a preocupação para as próximas semanas que, tradicionalmente, são as mais severas da estação seca.
Ação humana
Segundo especialistas, 95% das ocorrências são ocasionadas por alguma ação humana e poderiam ser evitadas. O ato de jogar bituca de cigarro na mata ou de queimar pasto ou lixo em área verde, por exemplo, pode desencadear um incêndio de grandes proporções.
Provocar queimadas é crime, sujeito a multa e prisão. Qualquer pessoa pode denunciar o ato ilícito pelo número de emergência 193.
A conduta pode ser enquadrada na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). O artigo 41 prevê pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa, para quem provocar incêndio em mata, floresta ou qualquer forma de vegetação. Já o artigo 54 trata da poluição que possa resultar em danos à saúde ou ao meio ambiente.
A proibição vale em qualquer época do ano, mas o perigo aumenta significativamente durante a seca. Nessa época, a vegetação perde umidade e se torna altamente inflamável. Uma chama aparentemente pequena pode escapar do controle e atingir áreas extensas, propriedades rurais, casas, galpões, armazéns e outras instalações.
Os restos de poda e o entulho vegetal devem ser descartados em locais de coleta autorizados. Nunca devem ser queimados, mesmo em terrenos particulares.
Histórico mostra o tamanho da destruição
Nos últimos anos, grandes ocorrências mostraram como o fogo pode devastar áreas naturais e provocar prejuízos ambientais e materiais.
Em setembro de 2019, um incêndio no Parque Ecológico de Águas Claras queimou buritis com mais de 300 anos. Mais de 5 mil metros quadrados foram transformados em cinzas.
Em agosto de 2020, em um núcleo rural de Planaltina, brigadistas e bombeiros trabalharam durante 72 horas para conter as chamas. O incêndio atingiu quatro propriedades, destruiu completamente três casas e consumiu cerca de 40 mil metros de plantações.
Já em setembro de 2022, um incêndio no Parque Nacional de Brasília consumiu uma área equivalente a 14 mil campos de futebol.
Os episódios reforçam que as consequências vão muito além da vegetação. Animais silvestres também morrem ou ficam feridos, perdem abrigo e alimento e enfrentam dificuldades para sobreviver após a passagem do fogo.
Inmet emite alerta
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a região Centro-Oeste está em estado de alerta devido à baixa umidade do ar, que tem variado abaixo dos 30%.
Os avisos emitidos diariamente pelo instituto chamam a atenção para os riscos à saúde e para a maior incidência de incêndios florestais.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Conteúdo Especial.




