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Secretário de Trump diz que ICE poderá atuar em locais de votação nos EUA

Por Manuela de Moura
Chip Somodevilla/Getty Images

O secretário de Segurança Interna do governo de Donald Trump, Markwayne Mullin, disse nessa terça-feira (1º/9) que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) poderão ser enviados a locais de votação durante as eleições de meio de mandato de novembro.

“O ICE não está lá para patrulhar os locais de votação. Estamos lá para agir contra ameaças específicas”, afirmou Mullin.

Questionado sobre as circunstâncias que justificariam a entrada dos agentes em um local de votação, o secretário respondeu que isso ocorreria caso houvesse uma ameaça à segurança ou fosse necessário prender uma pessoa procurada pelas autoridades.

“A única razão pela qual estaríamos em locais de votação é se houver uma ameaça a esse local ou se estivermos cumprindo um mandado de prisão contra alguém que estamos ativamente procurando”, declarou.

Mullin afirmou ainda que as atribuições do ICE não mudariam por causa do dia da eleição. “O trabalho do ICE é imigração e fiscalização alfandegária. Esse é o trabalho deles. Se estivermos cumprindo um mandado, estaremos onde precisamos estar”, acrescentou.

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Markwayne Mullin, secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

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Casa Branca confirma que abordagens a veículos do ICE continuarão

Serviço de Imigração dos Estados Unidos

Intimidação

  • A possibilidade preocupa democratas e grupos de defesa do direito ao voto.
  • As organizações afirmam que a presença de agentes federais nos locais de votação poderia intimidar eleitores e reduzir a participação nas eleições.
  • A Casa Branca minimizou a possibilidade de uma mobilização generalizada, enquanto Trump não descartou de forma explícita a presença de agentes federais nas proximidades das urnas.
  • A legislação federal também impõe restrições à presença de militares ou agentes armados em locais onde ocorram eleições.
  • Tal lei proíbe que integrantes das Forças Armadas ou outras pessoas armadas sejam utilizados para executar funções de polícia eleitoral durante eleições gerais ou especiais.

Governo Trump amplia fiscalização eleitoral

A discussão sobre o ICE ocorre paralelamente à ofensiva do governo Trump contra o que ele afirma ser fraude eleitoral.

A administração federal vem pressionando pela revisão dos cadastros eleitorais para identificar pessoas que não teriam cidadania norte-americana ou que seriam inaptas para votar. Em julho, Mullin afirmou que as autoridades examinariam os registros eleitorais em busca de imigrantes em situação irregular e outras pessoas impedidas de votar.

Os números apresentados pelo governo foram questionados por verificações posteriores. Em Nevada, por exemplo, funcionários do DHS indicaram, inicialmente, que cerca de 16 mil não cidadãos poderiam estar registrados para votar.

Posteriormente, o departamento reconheceu que apenas 185 pessoas haviam sido confirmadas como não cidadãs.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manuela de Moura.