Embora seja mais comum em idosos, principalmente após a aposentadoria, o sedentarismo é um hábito que afeta pessoas de todas as idades e pode ter efeitos muito negativos no organismo, entre eles, a perda de massa muscular, perda de força física, perda de equilíbrio e mobilidade e até mesmo da autonomia.
Receba no seu email as notícias de Fitness&Nutrição
Frequência de envio: Duas vezes na semana
“Mas essa é uma recomendação importante para todos os adultos, já que o treinamento de força contribui para a manutenção da massa muscular, da saúde óssea e da capacidade funcional em todas as fases da vida“, reforça Leandro Twin, profissional de Educação Física da BlueFit.
Passar muitas horas sentado ou deitado, sem se levantar, fazer poucas caminhadas, mesmo que curtas, e reduzir os estímulos físicos comuns, são hábitos que contribuem para a sarcopenia, ou seja, a perda de massa muscular. Como consequência, o corpo fica mais fraco e vai perdendo também habilidades como o equilíbrio e a mobilidade.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles Vida & Estilo
Essas consequências físicas acabam tendo também efeitos emocionais e na vida prática, a pessoa passa a ter menos autonomia e independência funcional, o que pode levar a quadros depressivos e outros distúrbios da saúde mental. Os idosos, mais uma vez, acabam sendo os mais afetados.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que pessoas acima dos 65 anos façam atividades físicas pelo menos duas vezes por semana. O objetivo é justamente preserver a mobilidade a autonomia.
8 imagens1 de 8
Exercícios que fortalecem os ossos e os músculos são essenciais para evitar doenças e demais problemas de saúde. Além de melhorar o equilíbrio, exercitar-se ao menos duas vezes por semana é um dos segredos para prolongar a expectativa de vida e envelhecer melhor
Mike Harrington/ Getty Images2 de 8
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, mostra que entre 30 e 60 minutos de exercícios de fortalecimento muscular por semana é o suficiente
Hinterhaus Productions/ Getty Images3 de 8
De acordo com os resultados da pesquisa, o risco de morte prematura entre as pessoas que se movimentam é entre 10% e 17% menor do que o verificado em pessoas sedentárias
Catherine Falls Commercial/ Getty Images4 de 8
Exercícios que utilizam o peso do próprio corpo, como a musculação e a prática de esportes, são algumas das recomendações. Além disso, atividades como Tai chi e ioga são indicadas para fortalecer ossos e músculos
Nisian Hughes/ Getty Images5 de 8
Manter o corpo ativo ajuda ainda a melhorar resultados da menopausa, de períodos pós-operatório e pode ajudar a prevenir fraturas nos ossos, por exemplo. Além disso, auxilia no aumento da energia, e melhora o humor e o sono
skaman306/ Getty Images6 de 8
Segundo especialistas, pessoas que se exercitam por, ao menos, meia hora na semana demonstram redução do risco de morte, doenças cardíacas e câncer. Uma hora semanal de atividades de fortalecimento muscular também foi relacionada à diminuição do risco de diabetes
Tom Werner/ Getty Images7 de 8
A massa muscular e óssea do corpo humano atinge o pico antes dos 30 anos. A partir dessa idade, começa um decaimento natural, ou seja, indivíduos que começam a se exercitar na juventude terão aumento da força óssea e muscular ao longo da vida
Thomas Barwick/ Getty Images8 de 8
Pessoas que se exercitam depois dos 30 anos reduzem a queda natural do corpo, conseguem preservar a força óssea e muscular e vivem muito melhor
Justin Paget/ Getty Images
“Muita gente associa musculação apenas ao ganho de força ou condicionamento, mas, para o público mais idoso, ela está diretamente ligada à manutenção da autonomia e da funcionalidade do corpo. Estamos falando da capacidade de subir escadas, levantar da cama sozinho, carregar compras, manter equilíbrio e continuar independente ao longo dos anos”, acrescenta Leandro.
Dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), que acompanha cerca de 15 mil adultos brasileiros há 15 anos, mostram que os adultos fisicamente ativos tem risco de mortalidade até 25% menor ao longo do envelhecimento quando comparados aos sedentários.
Isso demonstra que manter o corpo ativo vai além do desempenho físico, tendo uma relação direta com a saúde, a independência e a lengevidade. Estudo feitos pela
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ailim Cabral.




