Por Leônodas Badaró
Ao menos 18 ambulâncias que acabaram de ser entregues pelo governo do Acre à 10 prefeituras do estado estão paradas, sem poder atender a população, por uma quebra de acordo dos municípios, que ainda não contrataram motoristas para conduzirem as viaturas.
Os municípios beneficiados com as ambulâncias brancas são Rio Branco, com 8 viaturas, Brasileia, Plácido de Castro, Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul (5 ambulâncias), Santa Rosa do Purus e Jordão.
Passados cerca de 80 dias, as 18 ambulâncias brancas continuam paradas. Antes da entrega oficial das ambulâncias, em 23 de agosto deste ano, o governo pactuou com os municípios que iriam receber as ambulâncias brancas de que as viaturas ficariam nos hospitais e que a única obrigação das prefeituras seria a contratação dos condutores das ambulâncias.
O documento foi assinado pela secretária estadual de saúde, Paulo Mariano, e pelo presidente do conselho das secretarias municipais de saúde (Cosems), Agnaldo de Souza Lima, que também é secretário de saúde de Cruzeiro do Sul.
“O que foi pactuado é que o estado é responsável pela compra da ambulância, pela manutenção, o estado também é quem se responsabiliza pelos insumos, como medicamentos e oxigênio que vêm na ambulância, e até pelo abastecimento. A única responsabilidade dos municípios era a contratação dos motoristas para dirigir as viaturas, já que o estado tem um impedimento por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal. Na pactuação, todos os secretários de saúde concordaram com a contratação e agora passados mais de 60 dias as ambulâncias continuam paradas”, afirma Pedro Paschoal .
Como os municípios não se mobilizaram até agora, problemas continuam acontecendo. Uma ambulância do Samu de alta complexidade veio do Alto Acre durante a noite trazendo um paciente para a capital com uma simples fratura de dedo no pé. O período das outras ambulância paradas pode significar vidas que podem deixar de ser salvas, informam os profissionais de saúde.




