Uma sessão da Comissão Permanente do Senado mexicano, realizada nesta quarta-feira (27/8), terminou em briga entre parlamentares da oposição e da base governista. O episódio ocorreu na antiga sede da Casa, a Mansão Xicoténcatl, e resultou em agressões físicas, equipamentos danificados e acusações formais que devem chegar ao Ministério Público.
Assista:
O cinegrafista Emiliano González, que trabalha para Noroña, foi derrubado ao tentar intervir. Ele relatou ter sido socado e chutado por parlamentares oposicionistas, além de ter seu equipamento de filmagem destruído.
2 imagens
Fechar modal.
1 de 2
Cinegrafista agredido
2 de 2
Cinegrafista agredido
Reprodução/Redes sociais
Denúncias e acusações
Após a sessão, Fernández Noroña anunciou que apresentará uma denúncia ao Ministério Público por lesões corporais contra Moreno e outros membros do PRI.
González também pretende registrar queixa por agressão e danos materiais. Se a investigação avançar, o Ministério Público poderá solicitar a retirada da imunidade parlamentar de Alito Moreno para que ele seja processado.
Noroña afirmou ainda que foi ameaçado de morte durante a confusão. Segundo ele, Moreno teria dito: “Vou chutar sua bunda, vou te matar”.
O presidente do Senado classificou o episódio como um ataque planejado, destacando que os parlamentares do PRI que subiram ao pódio não tinham sequer direito de participação na sessão.
Leia também
-
Confusão entre lulistas e bolsonaristas suspende sessão da Câmara
-
Confusão: deputado empurra homem em comissão da Câmara. Vídeo
-
Confusão no Senado tem agressão e acusação de apoio ao Hamas. Vídeo
-
Soraya Thronicke aciona Polícia do Senado por ameaça de agressão
As versões dos envolvidos
Em defesa própria, Moreno declarou que foi Noroña quem iniciou o confronto com o “primeiro empurrão” e o chamou de “covarde”. Em mensagem ao grupo parlamentar do PRI, ele justificou sua ação afirmando que buscava apenas exigir seu direito de fala. O opositor também disse ter reagido porque o presidente do Senado teria desrespeitado uma deputada.
Já Noroña rebateu as acusações e explicou que a decisão de encerrar a sessão sem novas intervenções foi coletiva da Assembleia, após quatro horas de debate. Para ele, a ação da oposição teve caráter premeditado.
“Eles planejaram o ataque. Bloquearam minha passagem para que Moreno pudesse me agredir. É um fato inédito na história legislativa do México”, afirmou.




