Os programas didáticos do candidato à presidência Augusto Cury (Avante) foram vendidos a sete municípios de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás entre 2015 e 2024. Juntos, os contratos somaram R$ 5,4 milhões.
O programa Escola da Inteligência, desenvolvido por Cury, e vendido para redes públicas municipais, ensina desenvolvimento socioemocional aos alunos das escolas.
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do Metrópoles
Os tribunais foram os principais clientes, mas havia também banco público, conselhos de classe profissional e bancos públicos. Boa parte das palestras foi ministrada à distância.
Quem comprou os programas
- Lagoa Santa (MG), cidade de cerca de 80 mil habitantes, na região metropolitana, gastou, sozinha, R$ 1,8 milhão em livros didáticos de Cury, nos anos de 2015 e 2016. Nos contratos também constam aulas à distância para capacitar os professores a usarem o material.
- Valparaíso de Goiás fez um contrato de R$ 522,8 mil, em 2016, para um ano de materiais didáticos do programa Escola da Inteligência, desenvolvido por Cury.
- Cuiabá, capital de Mato Grosso, também adquiriu o programa educacional do agora presidenciável. O contrato, de 2017, ultrapassou R$ 1 milhão.
- Paranaguá (PR) também contratou o programa para alunos do 1º ao 5º ano, em 2019. O contrato, sem licitação, custou R$ 998,7 mil.
- A secretaria de Educação de Pomerode (SC) também assinou um contrato por inexigibilidade de licitação. A compra para alunos da rede de ensino fundamental custou R$ 675,6 mil, em 2023.
- Ainda em 2023, Porto União (SC) também contratou os livros de Cury sem licitação, por R$ 290,8 mil.
- Em 2024, Sorocaba (SP) fez um contrato de R$ 17,2 mil, por meio da empresa Revvo Tecnologia de Aprendizagem S.A, a única companhia diferente dos outros contratos.
Todos os municípios foram consultados sobre os contratos. Apenas Pomerode e Sorocaba responderam. Pomerode disse que a secretária de Educação não foi encontrada; Sorocaba afirmou que “a contratação foi feita conforme procedimentos legais”.
Augusto Cury também foi procurado, por meio da assessoria de imprensa, mas não quis comentar. O espaço segue aberto para eventual manifestação.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ramiro Brites.




